Quarta, 08 de julho de 2026, 03:55h
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Médicos fazem nesta quinta-feira (25) em todo o país um dia de protesto contra as operadoras de planos de saúde. No Rio Grande do Sul, foi apresentado um balanço das negociações com as empresas do setor. Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), dos 12 planos privados que atuam no estado, 10 já têm proposta de reajuste. Como o processo está em andamento, a categoria decidiu não suspender atendimentos no estado.
A principal reclamação é o baixo valor pago pelas consultas e procedimentos. A manifestação não atinge os atendimentos. De acordo com o Simers, entre as operadoras, a Saúde Caixa do interior do RS é a única que paga o valor sugerido na Classificação Brasileira Hierárquica de Procedimentos Médicos (CBHPM).
Segundo o sindicato, o estado é o quinto no país em beneficiários de planos de saúde privados, contando com 2,5 milhões de clientes. Somando-se a este número os 1,1 milhões de usuários do Ipê Saúde, o Rio Grande no Sul tem 3,6 milhões de pessoas que dependem de planos de saúde, o que representa 35% dos gaúchos.
Os médicos afirmam também que entre todos os planos no Rio Grande do Sul, o Ipê Saúde é o que repassa os valores mais baixos. Enquanto a remuneração sugerida pela categoria para um transplante de coração, por exemplo, é de R$ 2,7 mil, o Ipê paga apenas R$ 1.166. A diferença é grande também nos valores para um parto: R$ 648 contra R$ 336. Diante deste quadro, está marcada para o dia 15 de maio uma assembleia de médicos em que serão definidas as medidas a serem tomadas.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), entidade que responde pelos planos de saúde, disse em nota que respeita as reivindicações da classe médica e que mantém diálogo permanente com médicos e pacientes.
Fonte: G1
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