Ter�a, 07 de julho de 2026, 19:33h
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Durante entrevista coletiva no plenário da Câmara de Vereadores na manhã desta quarta-feira (15), o novo gestor do Hospital de Caridade, Beto Boemeke, afirmou que a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal não irá reabrir em breve. Segundo ele, a possibilidade da reabertura não é descartada, mas deve demorar, por ser considerada parte de alguns desperdícios feitos pela instituição:
- Ela envolve muito dinheiro, alta tecnologia, equipamentos da melhor qualidade, mas pelo fato de não haver corpo técnico especializado na região, acabou se tornando um desperdício - alegou.
Outro setor que também foi considerado um desperdício foi a hemodiálise, que está impedida de funcionar pelo fato de que os equipamentos estão fora dos padrões e sucateados.
No entanto, a UTI adulta tem fortes indícios de uma reabertura breve. Segundo Beto, o hospital já está em negociações para a contratualização do convênio com o Estado:
- A UTI adulta pode se transformar em uma realidade breve, mas não temos prazo ainda.
O Pronto Socorro também teve uma avaliação ruim por parte do gestor. Que apontou ausência de equipamentos básicos, materiais enferrujados ou se deteriorando e problemas com o espaço físico:
- Existem muitas curvas para se entrar com um doente em uma maca, muitas rampas, que em dia de humidade são escorregadias - avalia.
Ele ainda considerou o bloco cirúrgico do hospital ocioso e as autorizações de internações hospitalares baixas.
- Hoje são em torno de 250 disponíveis para o Hospital, o que permite que apenas 68,8 % de ocupações dos leitos SUS.
Entre as questões emergenciais estão a renovação do convênio com a Prefeitura, renovação de contratos médicos, que, em sua maioria, estão todos vencidos, e reavaliação dos plantões De acordo com o gestor, muitos médicos estão abrindo mão de agendas pessoais para ajudar a instituição, mas disse que mais médicos precisam ter a mesma atitude.
Beto informou ainda que estão vindo para o Hospital um profissional especializado em faturamento vindo da Santa Casa de Rio Grande e uma administradora hospitalar do Hospital São Carlos, de Farroupilha:
- Já foi detectado que é possível, e necessário, aumentar o faturamento. É possível e necessário se fazer isso com a estrutura atual e já estamos começando a mudar os procedimentos para que se evolua neste sentido - falou.
Fonte: Canguçu Online
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