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27-05-2013

“Antes da intervenção, nunca fomos ouvidos”, afirma servidor do Hospital de Caridade de Canguçu 

Foto: Xiru Gonçalves Gerson (E) decretou a intervenção no HCC e nomeou o ex-secretário Beto Boemeke (C) como novo gestor

As dificuldades de relações humanas eram muitas antes da intervenção no Hospital de Caridade de Canguçu (HCC). A afirmação é de um servidor da instituição, que pediu para não ter seu nome divulgado.


O funcionário – que disse atuar a vários anos no HCC – relatou que as decisões eram verticais e não permitiam qualquer objeção. A afirmação mantém sintonia com o que foi apurado pelo novo gestor, Beto Boemeke. Durante aentrevista coletiva realizada no último dia 15, Boemeke criticou a postura de seus antecessores:



– As pessoas não se sentiam livres para atuar em suas funções, tinham pouca liberdade de ação e nenhuma participação nas decisões, o que trazia grande insatisfação – apontou.


Naquela ocasião, o novo gestor declarou que uma minoria concordava com a forma como eram tratados pelos antigos administradores.


– Mas uma expressiva maioria entende que eram necessárias mudanças. Falo dos colaboradores em geral, inclusive do corpo médico – afirmou.


A mesma linha foi defendida pelo corpo médico do HCC, representado pelo ginecologista Danilo Campos. O médico concedeu entrevista à Rádio Liberdade no último dia 13, quando também denunciou a precariedade nas relações humanas antes da intervenção:


– O relacionamento foi ficando cada vez mais difícil. Se quiséssemos fazer qualquer pequena modificação e não fosse ideia do administrador, nada poderia ser feito – revelou.


Os novos gestores assumiram a instituição no dia 2 de maio, após o decreto executivo assinado pelo prefeito Gerson Nunes (PT). O ato culminou na intervenção administrativa no HCC e na demissão de três pessoas ligadas à antiga administração. 


Fonte: Canguçu Online



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