Ter�a, 07 de julho de 2026, 15:28h
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Gerson (E) decretou a intervenção no HCC e nomeou o ex-secretário Beto Boemeke (C) como novo gestor
As dificuldades de relações humanas eram muitas antes da intervenção no Hospital de Caridade de Canguçu (HCC). A afirmação é de um servidor da instituição, que pediu para não ter seu nome divulgado.
O funcionário – que disse atuar a vários anos no HCC – relatou que as decisões eram verticais e não permitiam qualquer objeção. A afirmação mantém sintonia com o que foi apurado pelo novo gestor, Beto Boemeke. Durante aentrevista coletiva realizada no último dia 15, Boemeke criticou a postura de seus antecessores:
– As pessoas não se sentiam livres para atuar em suas funções, tinham pouca liberdade de ação e nenhuma participação nas decisões, o que trazia grande insatisfação – apontou.
Naquela ocasião, o novo gestor declarou que uma minoria concordava com a forma como eram tratados pelos antigos administradores.
– Mas uma expressiva maioria entende que eram necessárias mudanças. Falo dos colaboradores em geral, inclusive do corpo médico – afirmou.
A mesma linha foi defendida pelo corpo médico do HCC, representado pelo ginecologista Danilo Campos. O médico concedeu entrevista à Rádio Liberdade no último dia 13, quando também denunciou a precariedade nas relações humanas antes da intervenção:
– O relacionamento foi ficando cada vez mais difícil. Se quiséssemos fazer qualquer pequena modificação e não fosse ideia do administrador, nada poderia ser feito – revelou.
Os novos gestores assumiram a instituição no dia 2 de maio, após o decreto executivo assinado pelo prefeito Gerson Nunes (PT). O ato culminou na intervenção administrativa no HCC e na demissão de três pessoas ligadas à antiga administração.
Fonte: Canguçu Online
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