Ter�a, 07 de julho de 2026, 11:37h
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O Detran exigiu a retirada do veículo somente pelo prefeito ou pela vice, que compareceram ao Depósito Caiçara nesta quarta-feira (5)
O prefeito Eduardo Leite, acompanhado da vice Paula Mascarenhas, esteve no Centro de Remoção e Depósito Caiçara, perto da BR-116, pouco antes das 18h desta quarta-feira (5), para liberar uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Fomos assim que foi possível, por entender que se trata de um caso de saúde pública, de interesse da comunidade. É preocupante que somente o prefeito ou a vice possam liberar um veículo que atua no atendimento direto à população. Precisamos encontrar formas de desburocratizar a máquina pública. Me pergunto o que teria acontecido se os dois estivéssemos viajando?”, questionou o prefeito, que esteve em viagem a Porto Alegre no dia anterior.
Inconformado com a exigência por parte do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), de que somente o prefeito ou a vice, munidos da ata de sua posse, teriam autoridade para fazer a retirada da ambulância, Eduardo disse que será enviado ao Detran um pedido de explicações sobre o ocorrido, uma vez que foram feitas diversas tentativas, por parte da gerência do Samu, para conseguir a liberação com a maior brevidade possível.
Wendel Costa, gerente do Samu, explicou que a ambulância esteve envolvida em uma colisão na manhã de sábado (1º), mas sofreu poucos danos e estava em condições de prosseguir trabalhando. Durante o acidente, porém, o agente de trânsito constatou que o seguro obrigatório (DPVat) havia vencido no dia anterior. A gerência do Samu efetuou o pagamento imediatamente, porém o Detran não liberou o veículo.
“Nem com a presença da secretária Arita eles quiseram liberar”, conta Costa. Ele conseguiu, então, uma autorização assinada pela vice-prefeita. O Detran exigiu que a firma fosse reconhecida em cartório e logo não aceitou porque o reconhecimento foi feito por “semelhança” e não por “autenticidade”.
Apesar de não concordar, o prefeito atendeu a exigência e deslocou-se pessoalmente ao Depósito Caiçara, pela urgência em resolver a situação. “Por conta deste atraso na liberação, a ambulância ficou cinco dias sem funcionar. Felizmente contamos com o apoio do Pronto-socorro de Pelotas e de uma ambulância do Capão do Leão, além de outras duas nossas, e ninguém ficou desassistido neste período”, relatou Costa.
O Samu de Pelotas conta com cinco ambulâncias. Uma delas é uma unidade de Suporte Avançado (Usa), com equipamentos de UTI. Das outras quatro, uma está no conserto, por apresentar problemas na parte eletrônica, e outra está na oficina.
Redator: Assessoria de Imprensa
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