Ter�a, 07 de julho de 2026, 06:06h
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No dia 10 de julho, uma quarta-feira, todas as unidades de saúde de Pelotas, agentes de saúde das vigilâncias, visitadores do Programa Primeira Infância Melhor (PIM), Pastoral da Criança e profissionais integrantes do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) estarão engajados em um Dia de Mobilização contra a Influenza, desenvolvendo uma série de ações preventivas contra todos os tipos de gripes. A decisão de realizar o evento de prevenção foi tomada na primeira reunião do Comitê da Influenza, ocorrida na tarde desta terça-feira (25), no gabinete da secretária Arita Bergmann, na Secretaria de Saúde (SMS).
“Nosso quadro atual é muito positivo. Mas para que ele se mantenha assim é importante desmistificar algumas questões e reforçar outras”, salientou a secretária, destacando que a experiência dos profissionais, com o enfrentamento da Gripe A (H1N1) desde 2009 é um fator que conta a favor. “As condições favoráveis também se devem à chegada da vacina contra a gripe com antecedência, antes da chegada do inverno. Nossa campanha vacinou 92.470 pessoas em Pelotas e a meta de cobertura foi uma das mais altas do Estado”, destacou Arita, lembrando que o município atingiu 97% de cobertura dos grupos de risco, sendo que o das gestantes ficou em 86% e o dos idosos em 87%.
Outra novidade importante deste ano é que todas as UBSs de Pelotas já estão disponibilizando o Tamiflu, um antiviral importante para prevenir complicações da influenza. “Se em 2009 a distribuição era controlada e só usavam o produto os pacientes confirmados com H1N1, hoje a situação é outra, todas as pessoas que apresentem quadro gripal, ou seja, febre e dor de ouvido ou de garganta, tosse, catarro, devem tomar o Tamiflu”, esclarece a infectologista Ana Carolina Kessler, integrante do Comitê.
A secretária Arita disse que, somente no último fim de semana, cerca de 90 pacientes foram tratados com o Tamiflu, no PSP.
O Comitê da Influenza também prepara uma relação de normas técnicas, que deverão ser seguidas pelas unidades de saúde, tais como: pacientes com síndrome gripal devem utilizar máscaras e redução de circulação de pessoas nos ambientes hospitalares. Além disso, o grupo salienta que aqueles que apresentem sintomas de gripe devem evitar o contato com outras pessoas, procurando permanecer em suas residências e evitando entrar em hospitais.
Panorama da Influenza em Pelotas
Em 2012 houve 55 notificações de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo que a primeira ocorreu na semana epidemiológica 03 (de 15/01/12 a 21/01/12); cinco casos foram confirmados para o H1N1 e três deles foram a óbito; três casos confirmados com outros vírus respiratórios e um foi a óbito; quatro casos confirmados por bactérias e três foram a óbito; 42 casos foram descartados.
Em 2013, até a semana epidemiológica 24 (de 09/06 a 15/06) houve 20 notificações de SRAG, um caso confirmado de Influenza B, um caso confirmado de Influenza A H3, dois casos confirmados por vírus sincicial respiratório (VSR) e 14 de SRAG não especificada. Nenhuma confirmação por SRAG por Influenza A H1N1. Nenhum óbito por Influenza.
Na região foi confirmado um caso de H1N1 em São Lourenço do Sul e outro em Rio Grande. O número de notificações até agora foi considerado baixo. Em Santa Cruz, já foram 12 casos confirmados e dois óbitos.
Pelotas é município-sentinela
Pelotas passou a integrar o grupo de municípios-sentinela que participarão das pesquisas da Influenza. “Esses municípios notificam os tipos de vírus que estão circulando naquele ano para a composição da vacina para o ano seguinte. Isso é muito importante para o monitoramento da mutação dos vírus”, explica a gerente da Vigilância Epidemiológica, Maria Regina Reis Gomes. A Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel) farão os levantamentos e o Pronto Socorro de Pelotas (PSP) será a unidade de coleta.
Cuidados básicos para prevenir as gripes
*Higiene das mãos – lave as mãos com frequência
*Etiqueta respiratória (cubra a boca, sempre que for tossir)
*Criança com síndrome gripal (febre e dor de garganta ou de ouvido, tosse, catarro...) não deve ir para a escola, a fim de não disseminar a doença
Redator: Assessoria de Imprensa
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