Segunda, 06 de julho de 2026, 07:52h
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Manter programas voltados à saúde da família, principalmente na extensa zona rural de Piratini, composta por cinco distritos e quase sete mil quilômetros, eleva o município ao topo da lista dos que mais necessitam de profissionais no quadro médico na região. Diante da necessidade, a capital farroupilha inscreveu-se no polêmico Programa Mais Médicos do governo federal, requisitando junto ao Ministério da Saúde quatro profissionais para o município.
Os médicos foram solicitados para ampliar a atuação em Postos de Saúde da Família (PSF), e no Estratégia de Saúde da Família (ESF), sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde. Para Diego Espíndola, secretário de Saúde, o número não soluciona a demanda, mas estabilizaria a situação e permitiria, principalmente, atender a um antigo pedido dos moradores do segundo e quinto distritos, onde há uma concentração significativa de assentamentos da reforma agrária e quilombolas.
“O objetivo é oferecer 100% de cobertura em atenção básica e, mesmo que isso não solucione - pois o SUS é uma porta aberta e as pessoas vão cada vez mais acessarem - auxiliaria na redução de filas no Hospital, o que hoje já ocorre com os atendimentos através da unidade móvel no interior”, informou Espíndola.
O secretário acredita que se a cidade for contemplada, não será com os médicos cubanos que já desembarcaram no Brasil, mas com os profissionais vindos da Argentina e Uruguai, que estão mais próximos geograficamente da região. Sobre a discussão em torno do programa, alvo de críticas da classe, Espíndola afirmou que “os médicos não sabem a realidade existente nas pequenas cidades, as dificuldades e a luta que o gestor encontra e trava para atender suas comunidades. Apoiamos o ministro Elizeu Padilha e o programa”.
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