S�bado, 04 de julho de 2026, 14:18h
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Presidente em exercício na época da intervenção, Ernesto Arndt comentou brevemente o episódio
Ernesto Arndt disse que, mesmo com a intervenção do município, eleição é exigida por estatuto
O Hospital de Caridade de Canguçu elegeu, na noite de 27 de fevereiro, sua nova diretoria. O novo presidente é Armando Morales, e a vice-presidente é Elsie Lara. A diretoria conta ainda com membros como Cleider Pinto, Juliné Bezerra, Gilberto Coelho, entre outros. De acordo com o ex-presidente Ernesto Arntd, que concedeu entrevista à Rádio Liberdade AM, as eleições são exigidas por estatuto, mesmo com a intervenção feita pela Prefeitura de Canguçu em maio de 2013. “Não discutirei se a intervenção é legal ou não, porque no Brasil acontecem muitas coisas estranhas, e essa é uma dessas coisas estranhas que só o futuro irá dizer”, afirmou.
Ernesto explicou que havia duas chapas disputando a diretoria do Hospital, mas que a concorrente oficial retirou a candidatura, pois a chapa de oposição se propunha a trabalhar a favor da entidade. Apesar de alguns dos membros já terem trabalhado na gestão anteriormente, a diretoria é formada, também, por novos personagens. “A intenção é de que, mudando as caras e as pessoas, exista uma maior sensibilização do governo em alterar o sistema hospitalar de intervenção para devolver à instituição e, além disso, colocar mais recursos no Hospital”.
Ernesto falou ainda sobre a criação do Conselho Comunitário, aprovado em assembleia antes da intervenção do município. Neste conselho, integrariam pessoas da comunidade que se disponham a fazer parte de comissões relacionadas às atividades do Hospital. O Conselho também aumentaria o número de sócios da entidade, que hoje possui 50 nomes. Durante a entrevista, o médico relembrou a intervenção realizada pela Prefeitura, afirmando que eles foram tratados como se fossem bandidos ou terroristas. “Nós chegamos ao Hospital, vimos quatro pessoas da Brigada Militar e mais caminhonetes com metralhadoras”, disse. Ele afirmou, ainda, que mesmo com um orçamento três vezes maior, o Hospital permanece fazendo antecipação de receitas, situação extrema em que a instituição pede dinheiro para pagar as contas com o que irá receber depois. “O que nós sabemos é que a saúde não é bem tratada por falta de recursos. Propaganda do governo tem sido a prioridade”, finalizou.
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