S�bado, 04 de julho de 2026, 13:17h
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Num momento em que se discute no país a qualidade do setor energético, os olhares dos gaúchos estão cada vez mais voltados para o deficitário serviço fornecido pelas empresas do ramo, entre elas, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que também alimenta as residências de quase 20 mil pessoas em Piratini, cidade castigada durante boa parte do ano com a falta de energia elétrica ou cortes, às vezes longos, gerando seguidos e inúmeros prejuízos à população.
No âmbito local, a empresa sofreu a primeira derrota para o Ministério Público, como anunciou esta semana a promotora Cristiana Chatikin. Resultado de uma Ação Civil Pública também julgada procedente no Tribunal de Justiça do Estado, a companhia aceitou pagar R$ 500 mil a título de indenização à população, valor reduzido devido ao acordo aceito pelo MP, já que corrigida, a cifra ultrapassava R$ 2 milhões. Porém, a ação não mexeu somente no bolso da estatal. Para tentar amenizar a constante redução de potência ou falta de energia elétrica, o MP conseguiu a garantia de que uma subestação seja construída no município até 2016, o que, se não for cumprido pela empresa, provocará um acréscimo de valor no montante acordado.
A destinação dos R$ 500 mil reais a serem pagos a partir deste mês, já está acertada: o valor vai financiar projetos que possibilitem Piratini ser incluída nas cidades contempladas com verbas de diferentes esferas destinadas às reformas no Centro Histórico Farroupilha. “Para captar verbas, há a necessidade de que a cidade tenha projetos, o que tem um alto custo, e não há dinheiro para isso”, explica Chatikin, que cita exemplos: “Na recuperação do Centro Histórico, o projeto pra revitalizar a antiga cadeia custa R$ 51 mil; para Casa da Camarinha, R$ 48 mil; para o entorno da igreja, R$ 32 mil. Esses valores inviabilizam a participação de Piratini, e com esse acordo será possível”.
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