S�bado, 04 de julho de 2026, 13:18h
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Uma agulha em mãos e o singelo novelo de lã antecedem a nova criação que permitirá à Marisa Ferreira de Souza, 26 anos, ir além do ganho financeiro obtido com a venda das peças que decoram ambientes através da técnica artesanal chamada de crochê. Para a cadeirante, de locomoção impedida por uma paraplegia, a arte significa um ganho extra. Porém, ela não tem dúvida: o ofício representa bem mais que isto. “O crochê fez eu me sentir mais útil, me acrescentou e me inseriu na sociedade”, assegura Marisa.
A artesã conta que o gosto pelo crochê teve inicio há 12 anos quando, junto a uma amiga, topou o desafiou para desvendar o segredo dos pontos que hoje se transformam em toalhas, guardanapos, porta-objetos, bonecas e artigos direcionados à linha bebê. “Decidimos aprender juntas e, com força de vontade, deu certo. Hoje o trabalho também me distrai, e mesmo que meu cotidiano seja produzir, não consigo fazer estoque de produção”. Neste sentido, as reclamações se ampliam, pois a falta de capital de giro para a compra de matéria-prima em maior quantidade impedem os avanços de seu espírito empreendedor.
Porém, as carências não impedem a criatividade de Marisa, que hoje, devido ao auxílio das redes sociais, ganhou uma aliada. “Recorro à internet não só para ampliar o lado criativo, mas para desvendar e aprender pontos ainda desconhecidos”, confessa. Segundo a artesã, grande parte dos ganhos com as criações é gasto com a cara manutenção da cadeira motorizada, usada para se locomover com maior independência.
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