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Biblioteca conta atualmente com acervo de mais de cinco mil obras disponíveis gratuitamente à comunidade
Trabalho voluntário fez renascer a Biblioteca do bairro Navegantes, que comemora aniversário na próxima semana
As portas foram abertas com pouco mais de 500 obras no dia 8 de abril de 2005. Mas ao longo de poucos anos, a Biblioteca Comunitária do bairro Navegantes cresceu e chegou a um acervo que reunia, apenas em livros, quase 12 mil títulos. Uma história de dedicação voluntária e superação que comemora 9 anos na próxima terça-feira (8).
A fundação se deu através de moradores que se reuniram e criaram a Associação de Amigos da Biblioteca Comunitária do bairro Navegantes. “Nosso acervo inicial foi doado pela professora Fátima Armesto, que junto a nós tinha o sonho de criar uma biblioteca comunitária”, conta a diretora de Cultura da entidade, Miriam Freitas, que foi a presidente fundadora da Associação. O tesoureiro Soly Soares completa: “Quando fizemos nossa primeira reunião para fundação, traçamos as metas em um quadro, e nos alegra saber que todas elas foram atingidas”, diz, orgulhoso.
Com o grande acervo e procura excelente pela comunidade, a Biblioteca sofreu um duro golpe na enxurrada de março de 2011. “Eu estava em casa, toda embarrada, com roupas de homem emprestadas quando chegou um rapaz e perguntou pelo meu nome. Me identifiquei e ele disse: sou da Souza Cruz, estou com 20 colegas, pois a empresa nos enviou para ajudar a reerguer a Biblioteca”, recorda, emocionada, a então presidente da Associação. Ao final do dia de trabalho, a surpresa chegou junto a frustação: “Eu estava rodeada por 21 pessoas, com toda a Biblioteca limpa, pronta para receber a comunidade, mas na rua a montanha tinha mais de 11 mil livros destruídos pela água. Eu sentia meu coração chorar”.
Com poucas obras, tudo precisaria recomeçar do zero e a decisão de sair do aluguel foi tomada. Pouco antes, a Prefeitura havia oportunizado um prédio para concessão de uso da Biblioteca, porém as condições eram péssimas. “Quando chegamos aqui, estava tudo destruído, sujo, mas nossa alegria de recomeçar e ter um prédio próprio era maior”, recordam Miriam e Soly, que juntos aos colegas de diretoria arregaçaram as mangas.
A nova Biblioteca
Seis meses após a enxurrada, a Biblioteca reabriu suas portas em um novo local, reformado com dinheiro arrecadado em ações e festividades e doação da Souza Cruz. O acervo renasceu de doações da comunidade, da Casa do Poeta Camaquense e da ação do então estudante de jornalismo, Diego Freitas, que arrecadou duas mil obras com colegas.
Atualmente a entidade possui 555 associados ativos que tem acesso gratuito ao acervo de 5,270 mil livros, além de gibis e revistas. O local conta também com o Ponto de Cultura Navergarte, fundado após a entidade ser selecionada em edital do governo federal. A estrutura conta com salas para livros, sala de pesquisa de livros didáticos, cozinha, banheiro, sala de informática que oferece cursos e sala onde são oferecidas oficinas de capoeira, violão, teclado, bateria, entre outras. Duas funcionárias atuam no local, além dos oficineiros. Ainda recompondo seu acervo, a Biblioteca aceita doações de obras, bastando entrar em contato pelo telefone (53) 3251-2960, ou diretamente em sua sede, na rua Sepé Tiarajú, nº 827.
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