S�bado, 04 de julho de 2026, 06:07h
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Depois de passar pelo trauma de ser atropelado, o menino Ragner Gabriel Preza, de 7 anos, já está em casa e usa suas miniaturas de carros para demonstrar a todos como foi o episódio ocorrido no dia 10 de abril, quando foi atingido na movimentada avenida Gomes Jardim por um Ford Focus, guiado por Vagner Oliveira Madruga. As demonstrações dele, a versão do motorista e de pessoas que viram o fato acontecer, inocentam Madruga, pois indicam que o garoto, ao sair da casa dos avós para ir à casa da mãe, a menos de cem metros do local, decidiu, mesmo sem necessidade, atravessar a rua, surgindo atrás de um Santana estacionado na via, e impedindo que ambos evitassem o acidente.
Ao falar sobre o dia do ocorrido, o avô, Primitivo Faustino Preza, relembra que a coragem para socorrer o neto surgiu rapidamente, ao vê-lo sangrando. “Eu também vinha na avenida e avistei, do meu carro, o motorista saindo rápido. Achei que o veículo poderia estar pegando fogo, mas quando me aproximei vi que era o meu neto. Ele se segurou em mim, então, mesmo com o choque, a coragem para segurá-lo nos braços e levá-lo ao hospital surgiu imediatamente”, conta Preza.
Ragner, que foi arrastado por vinte metros, tendo longos cortes na cabeça e perdendo parte da pele das costas, foi transferido para Pelotas, onde tomografias mostraram a ausência de fraturas e de traumatismo craniano. Ele passou por uma cirurgia que reconstruiu o couro cabeludo, saindo do hospital no último domingo (13).
A família do motorista que atropelou o garoto prestou solidariedade e acompanhou o período de internação, já o tendo visitado depois da saída do hospital. O avô disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial.
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