S�bado, 04 de julho de 2026, 04:59h
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As informações sobre desperdícios de dinheiro em áreas fundamentais como saúde e educação povoam os noticiários das mídias brasileiras e, infelizmente, são maioria sobre as poucas boas novas que gostaríamos de ler, ver e ouvir. Independentemente de governos, seguidamente ficamos sabendo que algum hospital está pronto para funcionar e faltou a pintura, que o estoque de medicamentos passou da validade por falta de algum tipo de liberação ou que a merenda escolar estragou em algum depósito e muitas crianças ficaram sem comer. Isso sem falar nas adulterações e falsificações de produtos consumidos diariamente pela população.
Vivemos realmente num mundo animal, onde o comportamento dos seres humanos parece ser a criação do imaginário, uma farra na floresta onde cada um quer defender seu espaço, com unhas e dentes e, ninguém quer deixar sua área de conforto, mesmo que isto represente prejuízos a centenas, milhares e milhões de pessoas. Encontrei esta fábula, que provavelmente combina com esta “festa animal”.
“Os animais se reuniram na floresta para fazer uma festa. Trouxeram bolos, refrigerantes, salgados, etc. Quando eles foram comer, viram que tinham se esquecido de trazer o abridor de garrafas. Aí falou o Leão: vai Arara buscar o abridor lá na cidade!
Não, é muito longe, vá você Onça ― falou a Arara.
Não, é muito longe, vou cansar minhas patas. Vá você, bicho Preguiça! ― replicou a Onça.
- Tá bom, só vou com uma condição, que é a de vocês não comerem nada até eu voltar ― disse a Preguiça
Os animais responderam em uníssono: - Tá bom, nós prometemos.
Passou um dia, uma semana, um mês, um ano, e os animais todos magrinhos, a comida já estragada, aí o Leão falou:
Ah! Vamos comer. O bicho Preguiça não vai mais voltar.
Foi quando o bicho Preguiça saiu de traz de uma árvore, e falou:
- Tá vendo se eu fosse...”.
Na fábula, como podemos perceber, a festa na floresta ocorre com animais de diferentes espécies. Todo o alimento se perdeu pela desconfiança e por um não acreditar no outro. Entre os animais da “outra festa”, e que são todos da mesma espécie, encontramos muitas coincidências e por incrível que pareça, mesmo sendo considerada uma espécie superior, ainda temos um comportamento indigno para com nossos semelhantes.
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