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30-06-2014

Transporte Coletivo: reivindicações apresentadas em audiência pública serão levadas ao prefeito


Foto: Reprodução O número de participantes, cerca de 70, foi baixo diante dos 3,2 milhões de usuários do transporte coletivo

Aproximadamente 70 pessoas compareceram ao auditório externo do Colégio Pelotense na noite de sexta-feira (27) para a Audiência Pública realizada por iniciativa da Prefeitura de Pelotas para tratar da Licitação do Transporte Coletivo no município. Representando o prefeito Eduardo Leite no evento, a secretária de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGMU), Joseane Almeida disse que todas as sugestões e críticas serão avaliadas e levadas ao conhecimento do prefeito, inclusive a possibilidade de especificar, já no processo licitatório, como será feito o controle e fiscalização do sistema a ser implantado na cidade e zona rural - uma das questões mais abordadas pelas pessoas que tiveram o uso da palavra.


Gerente de Transportes da SGMU, Paulo Osório fez a apresentação das principais diretrizes do processo e dos resultados da pesquisa que está sendo realizada no site interativo - www.pelotas.com.br/onibus - e deve continuar por mais 30 dias. Até o momento, cerca de mil simulações e 160 sugestões. Após a apresentação, conforme previa o regulamento, 15 pessoas da plateia, devidamente inscritas e escolhidas por sorteio (feito por voluntários da plateia), tiveram três minutos para se manifestar. Depois que todos falaram, respeitando o tempo estabelecido, o gerente respondeu às principais questões levantadas.



Uma delas, a ser avaliada pela equipe técnica e gestores da prefeitura, é a possibilidade de que a licitação determine a lotação máxima a ser permitida nos ônibus - visto que uma das queixas mais frequentes por parte daqueles que utilizam o transporte coletivo diariamente é a superlotação em horários de pico.


Sobre a periodicidade dos veículos, Joseane disse que é um assunto muito específico - depende de caso a caso, já que o movimento varia de um bairro a outro e em horários diferenciados -, por isso inviável de ser incluído no edital. Paulo Osório recordou, contudo, que o processo é para licitar a operação das linhas, mas que o planejamento ficará a cargo da prefeitura, posteriormente.


Quanto aos abrigos de ônibus, Osório lembrou que estes não estão previstos no edital - exceto em casos de punição à empresa -, uma vez que o mobiliário urbano é atribuição do município. Ele adiantou que a prefeitura está trabalhando em um projeto que prevê investimentos em abrigos de ônibus e deve começar a ser implantado ainda este ano.


Em relação à acessibilidade, outro tema que foi abordado, o gerente de Transportes disse que a legislação federal será cobrada. Pelo menos 70% da frota da empresa/consórcio vencedor da licitação deverá ser acessível a pessoas com deficiências. Uma vez que os novos ônibus já são fabricados com acessibilidade - porque a lei assim determina -, a tendência natural é que, à medida em que a frota é renovada, no futuro 100% dos veículos serão acessíveis a pessoas com deficiências,    


Devido ao quórum, que a maioria considerou pouco significativo - levando em conta o universo de 3,2 milhões de usuários ao mês - a secretária disse que não está descartada a possibilidade de que um ou mais encontros sejam realizados nas próximas semanas, embora a realização da audiência pública tenha sido amplamente divulgada na mídia impressa, televisiva e radiofônica.


A audiência pública teve a contribuição de servidores da Ouvidoria da Prefeitura e do apoio da Assessoria de Comunicação (Ascom), além de técnicos da SGMU que estão envolvidos na elaboração do edital e do site interativo.


Também participaram e tiveram espaço para se manifestar os vereadores Vitor Paladini (PSB), Tenente Bruno (PT), Ivan Duarte (PT) e Professor Adinho (PPS). A baixa representatividade dos legisladores, menos de 20%, também foi criticada pelos participantes.


Redator: Assessoria de Imprensa



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