Quinta, 02 de julho de 2026, 11:50h
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Acúmulo de sujeira após o final de semana evidencia o nível que a lagoa atingiu na praia da Barrinha
Equipes trabalharam diuturnamente monitorando áreas de riscos e elevação das águas do arroio São Lourenço
As fortes chuvas das duas últimas semanas, aliadas a intensidade dos ventos, mudaram algumas paisagens lourencianas, deixando a população em alerta e, principalmente, agentes públicos e Defesa Civil. Equipes trabalharam diuturnamente monitorando as cheias de córregos e rios do interior e também no arroio São Lourenço, que corta a cidade.
Facilmente a população pode perceber a cheia do arroio que empresta o nome a cidade. Em vários pontos, a água chegou a altura da rua, porém nenhum prejuízo foi registrado. No Iate Clube, onde ficam atracadas embarcações de lazer, como lanchas, iates e veleiros, as águas atingiram parte do camping do clube, mas também não foram registrados danos. Na praia da Barrinha, a mais extensa em faixa de areia, pouco se via do espaço onde no verão ficam os turistas. A quantidade de água e, principalmente, a força dos ventos, elevaram o nível da lagoa que, no sábado, ocupou praticamente toda a areia com ondas que batiam quase no calçadão.
O cenário deixou equipes da Prefeitura e da Defesa Civil em alerta nestas duas semanas de chuvas. “Fizemos um monitoramento das áreas de risco, um trabalho de praxe que fazemos sempre que há um fenômeno climático. É uma ação preventiva”, explica o secretário da Assistência Social e Habitação, Rodrigo Seefeldt, que coordena estes trabalhos junto com a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.
O secretário explica que, mesmo com a cheia de afluentes que despejaram muita água no arroio São Lourenço, não foram volumes que causariam problemas de transbordamento. “O elevado nível se deu, principalmente, pelo vento nordeste que elevou a lagoa, fazendo com que ela represasse o arroio que ficou elevado”, diz o secretário, explicando que o trabalho de monitoramente envolveu equipes de várias secretarias.
Segundo os dados da Prefeitura, foram 53mm de chuvas na zona urbana e 99mm na rural, nos dez dias de precipitações. Seefeldt explica que, mesmo com as cheias em córregos do interior, não houve problemas em pontes. Porém várias estradas ficaram danificadas pelas chuvas, fazendo com que equipes da Secretaria de Obras e Urbanismo tivessem um intenso trabalho para recuperá-las. Na cidade, foi realizada ação semelhante, já que várias ruas não pavimentadas ficaram em péssimas condições de tráfego. A Secretaria também fez a limpeza da sujeira que se acumulou nas pilastras da ponte do Arroio São Lourenço, que dá acesso ao Camping Municipal, no final da semana passada. A ação foi em prevenção, já que a previsão era de muita chuva e vento para o último final de semana, o que de fato se confirmou.
Prevenção de desastres naturais
Também na semana passada, o prefeito Daniel Raupp participou de uma reunião com o professor da Universidade Federal de Pelotas e integrante da equipe da Agência de Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim (ALM), Maurizio Quadro, o engenheiro-civil e professor do Centro de Engenharias da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Hugo Alexandre Soares Guedes, e o engenheiro-químico Tito Roberto Cadaval Júnior. O encontro teve como pauta os estudos na área da hidrologia e hidrodinâmica em desenvolvimento pela UFPel, através da ALM, com o objetivo de propor alternativas de ações mais indicadas para evitar ou minimizar efeitos de cheias na bacia do arroio São Lourenço.
Na ocasião, Raupp esteve acompanhado pelo secretário especial de Gabinete, Amilton Neutzling, que atuou na coordenação das ações em Defesa Civil durante e após a enxurrada que atingiu o município em março de 2011, e o secretário municipal do Desenvolvimento Social e Habitação, Rodrigo Seefeltd, que representa o Rio Grande do Sul no Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (Conpdec).
Atualmente, o trabalho é de execução do projeto de mapeamento de vulnerabilidades de áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações e em São Lourenço do Sul. A realização do estudo é resultado de um projeto encaminhado pelo município à Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional. A ação está prevista no Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres.
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