Quinta, 02 de julho de 2026, 08:47h
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Quando o céu fechou na manha da quarta-feira (23), antecipando mais uma popular “bomba d’água”, o marceneiro Rosalvino Dilmann dos Santos, de 61 anos, já sabia que, novamente, a exemplo do que ocorrera na madrugada, teria sua casa e oficina invadida pelas águas da chuva. E assim foi. Até o princípio daquela tarde, já havia chovido cerca de 45 milímetros na cidade e, novamente, lá estava o morador da avenida Perimetral, via totalmente pavimentada, erguendo móveis, máquinas e pendurando cabos de energia para tentar evitar ou, ao menos, reduzir o prejuízo. Como há cinco anos a cena se repete, ele perdeu a paciência. Ligou para a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos e também para a imprensa e ameaçou: “Se até às 14h vocês, ao menos, não amenizarem o problema, fazendo a limpeza dos bueiros, vou colocar as carrocerias no centro da rua para interrompê-la.” Ele se referia as carrocerias de caminhão que fabrica em um terreno baldio em frente à sua casa. A ameaça teve seu efeito. Antes mesmo deste horário, três servidores da Prefeitura já estavam de pá e picareta em mãos, dando inicio ao serviço. No verão deste ano, a marcenaria de Santos foi totalmente tomada pela água e, quando o nível baixou, restou a ele, em meio ao lamaçal, jogar fora o que não foi possível salvar. O marceneiro contabilizou os prejuízos: “Na semana passada, já havia tido um prejuízo de R$ 3 mil em madeira MDF, e agora novamente. Só não foi pior porque conseguimos nos antecipar”, lamenta Silva.
Na época a reportagem do Jornal Tradição Regional fez contato com o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Carlos Miguel de Ávila Porto, que se limitou a argumentar que o processo licitatório para a aquisição de bueiros com maior capacidade de vazão é demorado, portanto, não há uma previsão para o problema.
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