Quinta, 02 de julho de 2026, 06:44h
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Residências ficaram sem água durante a substituição dos hidrômetros. Corsan esclarece que não haverá custo extra para os usuários
Equipes concluíram, na segunda-feira, a manutenção dos equipamentos danificados durante o final de semana
Deveria ser mais um final de semana de festas e diversão. O feriado municipal na última sexta-feira (25) pelo Dia do Colono e Motorista, e os três dias de realização do Carnaval de Inverno reuniram no centro de Canguçu um público formado, na maioria, por jovens. O balanço divulgado pela Corsan no início desta semana aponta, entretanto, que os últimos dias não foram apenas de comemoração. Quase 30 hidrômetros foram danificados e o encanamento de várias residências acabou rompido. As principais ruas atingidas pela ação, classificada como vandalismo, foram a General Osório, Conselheiro Brusque e Júlio de Castilhos. Nem o prédio da Câmara de Vereadores escapou do rastro de destruição. No domingo (27) pela manhã foram identificados seis hidrômetros danificados. O número aumentou no dia seguinte, quando foram encontrados outros 20 equipamentos destruídos.
Para o gerente local da Corsan, Carlos Augusto Lima, os atos provavelmente foram praticados por moradores de outras cidades e que estariam participando de eventos no município. Ele argumenta que a situação não é inédita e costuma ocorrer em períodos de festa. “Acredito que não seja o pessoal daqui. Senão aconteceria em outros dias”, disse o gerente, em entrevista à Rádio Liberdade AM. Lima explica que o hidrômetro danificado é reposto pela Corsan sem custo aos usuários, e alerta que o maior transtorno para a residência atingida é a falta de água durante a substituição do equipamento. Porém, em alguns casos, também ocorreu a danificação do encanamento e de outras estruturas hidráulicas da residência. Neste caso, os moradores serão os responsáveis pela manutenção.
A danificação de quase 30 hidrômetros provocou vazamentos em vários pontos do Centro. Com uma equipe limitada, a Corsan precisou definir prioridades para realizar o conserto. Na opinião do gerente, os atos são de “puro vandalismo” e não estão relacionados a um possível protesto contra a estatal. “Acho que isso não é raiva da Corsan. É coisa de gurizada que não paga nem as próprias contas”, sugeriu. A situação foi normalizada na terça-feira (29).
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