Quarta, 01 de julho de 2026, 22:28h
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Morreu na noite deste domingo (24) em São Paulo, aos 86 anos, o empresário e presidente de honra do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. Segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, ele morreu em sua casa, no Morumbi (Zona Sul), por insuficiência cardíaca.
Dr. Antônio, era engenheiro metalúrgico formado pela Colorado School of Mines (EUA) e iniciou sua carreira no Grupo em 1949, sendo o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio, inaugurada em 1955. Com o falecimento do Dr.Antônio Ermínio de Moraes, “perde um grande líder, que serviu de exemplo e inspiração para seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo, e que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com saúde e educação de qualidade para todos”, disse o Grupo Votorantim.
Moraes publicou ao menos cinco livros e escreveu e foi colunista por 17 anos da Folha, porém
seu principal hobby era o teatro, ao ponto de ter sido escritor e produtor de três peças teatrais que evidenciavam os problemas brasileiros e que tiveram grande repercussão em todo o território brasileiro.
Como escritor, foi destaque ocupando a cadeira 23 da Academia Paulista de Letras.
O empresário também dedicou parte de sua vida a atividades de filantropia em instituições como a Cruz Vermelha e a Sociedade Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Antônio Ermírio de Moraes, destacou-se pela sua competência em ampliar o império econômico do Grupo Votorantin, presente em mais de 20 países e atuando em diversos segmentos industriais como cimentos, metais, siderurgia, energia, celulose, agroindústria e negócios de banco de investimento.
Participou da política brasileira, como candidato pelo PTB ao governo do Estado de São Paulo, perdendo para o ex-governador Orestes Quércia (PMDB).
Crítico ferrenho da burocracia estatal e dos obstáculos colocados pelo governo ao crescimento das empresas, Moraes se orgulhava de dizer que seu grupo nunca tinha sido favorecido pelo poder. “Se tivéssemos colocado nossas fichas em governos, já teríamos fechado as portas”, disse em entrevista a VEJA. Para ele, não existia uma fórmula mágica para um negócio – ou a economia de um país prosperar. “O fundamental é seguir a lógica, o bom senso, e ouvir as boas cabeças que você tem na empresa. Não existem truques”, pregava.
Muito prestigiado por empresários e políticos, com projeção internacional, Moraes deixou registrado uma série de feitos voltados para o crescimento da economia.
Redator: Agência Brasil
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