Quarta, 01 de julho de 2026, 19:38h
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Ao atender o telefone celular na segunda-feira (8), às 9h, a comerciante Maria Elvira Silva de Souza, de 61 anos, e residente no bairro Cancelão, viveu todo o pânico provocado pelo golpe do falso sequestro, geralmente aplicado do interior de presídios do Brasil. Ela só não sacou tudo o que tem na conta bancária porque, orientada por um vizinho, decidiu ir à Delegacia de Polícia Civil. O encontro com a polícia foi determinante para não se tornar mais uma vítima do golpe, mesmo com a certeza de que os criminosos estavam com sua filha, de 46 anos, que reside em Pelotas.
Em entrevista exclusiva ao JTR, Maria relatou boa parte do diálogo que teve com os bandidos em três contatos telefônicos. “Quando atendi, um homem anunciou que estava com minha filha e que aquilo era um sequestro e, para provar, passaram o telefone e uma voz de mulher chorava e dizia: mãe, me socorre, estou nas mãos deles, dei minha palavra que você ia pagar”, relatou ela que, após o primeiro contato e saber que o valor do resgate era de R$ 15 mil, ligou para o celular da filha. “Eu liguei duas vezes para o telefone dela e chamou até cair à ligação. Neste momento tive certeza que ela realmente estava com eles. Quanto à voz, é impossível você se dar conta porque em desespero as pessoas podem ter ela alterada”, amplia.
A comerciante conta que o bandido ao telefone foi claro: ou ela pagava o resgate, depositando o dinheiro em uma casa lotérica, ou a filha morreria. “Eu disse que não tinha esse valor, então baixaram para R$ 10 mil. Novamente eu falei não possuir e ele disse que ia apagar ela”, conta.
Ao não obter nenhum dos valores requisitados nas ligações que se sucederam enquanto ela se dirigia à polícia, o acordo ficou em R$ 700. O drama teve fim quando um policial atendeu a terceira chamada, notou que o sotaque era nordestino e com isso constatou o golpe. “Você vê na televisão, ouve no rádio esse tipo de situação, mas jamais acha que vai acontecer com você”, finalizou Maria que decidiu expor o episódio na imprensa como forma de prevenir futuras vítimas.
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