Quarta, 01 de julho de 2026, 18:31h
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A casa comercial, ou loja onde o público se abastecia das drogas e medicamentos nos tempos coloniais no Brasil, denominavam-se ‘Botica”. Também eram destinados ao preparo e à distribuição de medicamentos aos doentes internados. Igualmente este termo era ainda, uma caixa de madeira, de tamanho variado que continha as drogas e medicamentos mais necessários e urgentes e, que podia ser transportada de um local para o outro.
Curiosamente o termo ‘Botica” utilizado para farmácia e ‘Boticário” para farmacêutico, vem desde o descobrimento do nosso país, perdurando até a terceira década do século XIX; nessa época o profissional, à vista do doente, manipulava e produzia os medicamentos, de acordo com a farmacopéia e a prescrição dos médicos.
No registro histórico a tradicional ‘Botica’ cede espaço às farmácias e as drogarias, ao mesmo tempo em que os remédios industrializados começam a tomar conta das prateleiras, escrevendo uma nova era, onde a tecnologia é decisiva para a descoberta dos antibióticos. Segundo o jornalista e químico soviético, Andrejus Korolkovas em seu livro Quimica Farmacêutica (1988) à farmácia como ramo do conhecimento, compete criar, fabricar e dispensar medicamentos.
Dessa forma, a assistência farmacêutica, deve ser abordada como um dos componentes da promoção integral à saúde que pode utilizar o medicamento como um importante instrumento para melhorar a qualidade de atendimento ao paciente.
No dia de sua comemoração, 5 de setembro, vale resgatar a lei 5.991/73 que caracteriza farmácias e drogarias como estabelecimentos de saúde, cuja atuação se situa, exclusivamente nos domínios da defesa e proteção da saúde individual ou coletiva. Isto está explicado em seu art. 55 que dispõe que é proibida a utilização de qualquer dependência da farmácia ou drogaria como consultório, ou outro fim diverso do licenciamento, qual seja a autorização para comercializar drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos concedida pela autoridade sanitária estadual ou distrital.
Esta atividade envolve uma série de conhecimentos, desde os técnicos próprios à formação farmacêutica, até conhecimentos sobre aspectos administrativos de farmácias e drogarias, locais onde se praticam a baixa dos medicamentos.
Pelas suas características, estes estabelecimentos não devem ser encarados apenas como mais um tipo de comércio, e sim como locais aonde se pratica a saúde.
A realidade agora é outra, o comércio de remédios que sempre esteve diretamente ligado ao exercício da profissão farmacêutica, no século XX com o surgimento da indústria das farmácias, drograrias, passa então a exigir do profissional, conhecimentos outros além da técnica. O farmacêutico precisa agora, principalmente para os que optam por atuar no comércio, familiarizar-se não só com a legislação sanitária, mas também com a trabalhista, a tributária, além é claro da gestão de pessoas e movimentação financeira.
Atualmente a multiplicação das farmácias conduz a um olhar mais atento quanto a sua atuação na e para a sociedade, visto que só em Pelotas, segundo a vigilância sanitária, existe em torno de 300 drogarias e 35 farmácias de manipulação, um número significativo para o desenvolvimento da assistência farmacêutica na rede privada e pública do município, enfatizando o atendimento dirigido à saúde e não apenas ao lucro.
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