Quarta, 01 de julho de 2026, 17:09h
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Um pequeno sítio dentro da cidade com decoração que remete ao mundo rural
Devido às mudanças sociais, as famílias atualmente não contam mais com pessoas que passam o dia trabalhando em casa e, que desta maneira teriam disponibilidade para acompanhar parentes idosos que exijam cuidados especiais. Uma casa de repouso deve ser organizada, de forma a atender o idoso da melhor maneira possível, sem que ele pense que está em um hospital, mas sim em um clube de lazer ou numa fazenda, de encontro à natureza, fazendo parte dela e sendo um personagem ativo ao mesmo tempo.
É de conhecimento, as dificuldades que regulam a decisão de internar ou não um familiar idoso, em uma clínica de repouso ou casa de repouso para idosos que necessita de cuidados especiais. Medos e dúvidas se confundem e levam a questionar se a atitude a ser tomada será a mais correta para a qualidade de vida do ancião e seus familiares.
Surge então, em Pelotas, em meio ao espaço citadino, uma Quinta propriamente dita, isto é, uma área rural dentro de uma zona urbana, traduzida em Hotelaria Ocupacional Assistida para Idosos, proporcionando qualidade de vida, prestando serviços de excelência em hotelaria, cuidados terapêuticos, entretenimento e lazer, oferecendo tranquilidade estendida à família.
Em conversa com o proprietário da Quinta Urbana, o enfermeiro Willi Wetzel Jr., destaca que esta casa, foi pensada e arquitetada com muita riqueza de detalhes e, que sua esposa, também enfermeira, Ângela Retzlaff, fez parte deste momento, como continua ativamente, com ele, na direção.
“Pensou-se nesse projeto, analisando o que tínhamos, uma estrutura primeiramente própria que fosse aberta, com bastante espaço verde e, então encontramos esse local e há cinco anos e meio abrimos o recinto, aonde o espaço era bem menor, abrigando cerca de 12 pessoas. Fomos trabalhando, fazendo ampliações, projetos, captando recursos e hoje contamos com 32 apartamentos, os quais podemos ofertar à comunidade, em torno de 60 hóspedes”, diz Willi Wetzel Jr.
A Hotelaria Ocupacional é portadora de uma singular infraestrutura, tanto na construção como na organização do ambiente. Os espaços são divididos em alas, como por exemplo, Ala dos Acamados, com camas hospitalares, oxigênio terapia, soroterapia, além de contar com um ambulatório que auxilia as casas geriátricas, que são instituições voltadas para à assistência social.
Outrossim, a Ala Intermediária, em que os idosos se movimentam, ainda que com dificuldade. A divisão dos pavilhões procura agregar as suas especificidades de cuidado, “procuramos deixar o ambiente preparado para colher esses idosos e oportunizar uma possibilidade de maior autonomia, logo buscamos passar uma tranquilidade para a família, através do excelente serviço prestado, pela exposição do nosso trabalho, onde fica mensalmente um demonstrativo – plano terapêutico singular, sobre a inspeção e os cuidados da casa para com nossos hóspedes, que é entregue à família”, declara o proprietário da casa. FOTO 2
Essa moradia, conforme explicação dos proprietários, Willi e Ângela, prima pela transparência máxima possível para com os familiares, para entender o que se passa, o que precisam no cuidado, na melhor atenção.
Fato este comprovado ao conhecer este local, que apresenta uma distribuição mapeada de todos os cômodos, desde a dispensa até as áreas de lazer, bem como, calendário de atividades para o entrosamento dos idosos, visando trabalhar agilidade, movimento e ver coisas diferentes.
Por ser um espaço alternativo, busca contemplar ações distintas nos dias da semana, a citar como modelo, o sábado com encontro musical, a quarta-feira com atividades de integração, além é claro, da existência das atividades passivas, em que 80% dos idosos se enquadram, como assistir TV, rádio, que faz parte, segundo o enfermeiro Willi, dessa situação, do envelhecimento, e para aqueles que gostam de ler, é disponibilizado jornais e revistas, tudo com o objetivo de estimular os hóspedes.
Quanto ao horário de visitas, é aberto, buscando sempre a aproximação da família com seus entes queridos.
Um outro aspecto curioso, é a oração antes das principais refeições, ou seja, a prece que permite a todos, um momento de reflexão.
Vale também ressaltar a segurança do ambiente que é monitorado 24 horas, com câmeras, o mapeamento dos quartos, o que passa uma orientação para os seus familiares quando vão visitá-los. Cada apartamento é composto de duas camas, para que dessa maneira, se estimule a integração entre eles.
Com o conhecimento em Gerontologia – ciência que realiza o estudo do envelhecimento humano, com o objetivo de atender às necessidades físicas, emocionais e sociais do idoso, Willi e Ângela, tem a possibilidade de escolher medicações, juntamente com o médico.
Certamente, o que se redesenha em pleno século XXI, ao lado da tecnologia, é uma nova forma de visualizar e agilizar os procedimentos do envelhecer.
Ao ser questionado sobre o porquê do nome Quinta Urbana, Wetzel explica: “para nós, eu e minha esposa, significa um pequeno sítio dentro da cidade e, se observares o pátio, verás muitas decorações que nos remete ao mundo rural, porque muitos dos nossos idosos são oriundos do campo. Então nós temos aqui equipamentos em que eles se identificam, como, árvores frutíferas, pássaros cantando, uma horta e um lago que estão em fase de construção. Por outro lado, abaixo do nome fantasia Quinta Urbana, está escrito Hotelaria Ocupacional Assistida para Idosos, onde o termo Hotelaria rompe com a ideia de Casa Geriátrica, de Asilo”.
Diante da complexidade do assunto em questão, das tendências observadas nas pesquisas e principalmente da vivência familiar, ofertados em literatura diversificada, cabe esclarecer que o cuidado desses idosos frágeis, caberá as casas geriátricas, uma vez que são uma alternativa que proporciona zelo com a dignidade e qualidade de vida, pois a instituição tem que romper com a imagem histórica de segregação, tornando-se uma boa opção na vida dos idosos, oferecendo serenidade aos familiares.
O interesse do proprietário e diretor da casa, Wetzel, é notório. Profissionalismo atrelado à competência e ao amor pelo que faz.
Esse novo conceito de moradia oferece um ambiente amplo integrado à natureza, adaptado aos idosos, com qualidade nos serviços oferecidos, amplo horário de visitas, rotinas claras, alimentação nutritiva, cuidados médicos e de enfermagem, quartos com banheiro, atividades de lazer e entretenimento; é um local especializado em cuidar idosos dependentes.
Do afeto somado ao conhecimento nasceu, então, o nome Quinta Urbana. Um lugar, um cantinho, onde cada um dos hóspedes pode chamar de seu.
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