18-02-2011
ANTT propõe construção de rótula fechada em Canguçu
Uma das mais antigas reivindicações da população canguçuense em relação ao trânsito pode estar mais próxima de se concretizar. O chamado �??Trevo da Nutrisa�??, cruzamento que liga a Vila Nova e a Coxilha dos Campos à BR-392 está, aparentemente, próximo de sair do papel.
No local, ocorreram inúmeros acidentes nos últimos anos, muitos deles com vítimas fatais. A preocupação da população local com o risco de novas fatalidades fez com que prefeito, vereadores e deputados da região também aderissem ao apelo e pedissem à concessionária da rodovia �?? a Ecosul �?? e à Agência Nacional de Trânsito Terrestre (ANTT) mudanças no local.
Na semana passada, durante reunião na Câmara de Vereadores, Rui Juarez Klein, gerente de engenharia da Ecosul, falou ao jornal Canguçu On Line sobre as perspectivas de mudança no atual traçado do Trevo da Nutrisa. Segundo ele, em 2008 havia um projeto de reformulação do trevo, prevendo a construção de uma rótula fechada. Esse projeto, de acordo com o gerente, não foi posto em prática devido à sua alta complexidade e elevados custos.
A Coordenadoria da ANTT no Rio Grande do Sul, entretanto, resgatou o tema e pretende apresentar uma alternativa à proposta inicial. Ao invés de um trevo com rótula fechada, a idéia é construir uma intersecção aberta. Atualmente a coordenadoria gaúcha tenta uma liberação em Brasília para dar prosseguimento a essa alternativa. Para Klein, a opção da intersecção aberta corresponderá à expectativa de maior segurança no trevo. �??A rótula aberta tem plenas condições de melhorar a segurança no local, visto que a alternativa irá canalizar o tráfego para realização de movimentos de conversão e cruzamento com maior visibilidade e segurança�?�, avalia.
Entenda a diferença entre rótula fechada e aberta
Fechada �?? como no trevo principal de acesso à Canguçu, onde todos os condutores, independentemente do sentido que trafegam ou do destino final da conversão, precisam alterar seu traçado.
Aberta �?? como no trevo que dá acesso ao Parque Turístico Mirante Nossa Senhora da Conceição e à RS 265, onde a via principal mantém seu traçado, porém são criados canteiros laterais em formato de meia-lua ou rotas auxiliares destinadas aos condutores que farão a conversão, buscando um destino diferente ao da rota original.
Ainda em fevereiro, a direção da ANTT, em Brasília, deverá se pronunciar sobre a alternativa proposta pelos coordenadores da Agência no Rio Grande do Sul.
Diego Vilela