Quarta, 01 de julho de 2026, 15:58h
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Natural de Piratini, Cairo Roberto Rodrigues Madruga, de 54 anos, viveu sua infância no Cerro Alegre, 1º distrito
O dia 22 de setembro ficará marcado na história da cidade de Piratini. Foi durante a tarde de segunda-feira (22), no Plenário Ministro Pedro Soares Muños, na sede do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre, que oito juízes de direito foram promovidos a desembargadores, o mais alto degrau da magistratura no RS.
Dentre eles, está um piratiniense, o primeiro da história a assumir esse cargo. Cairo Roberto Rodrigues Madruga, de 54 anos, é motivo de orgulho e exemplo de superação e perseverança para aqueles que almejam seguirem seus sonhos.
Nascido em Piratini, Madruga viveu sua infância na localidade Cerro Alegre, 1º distrito. Estudou parte do ensino fundamental na extinta escola municipal Assis Brasil, localizada na Coxilha Alta, 1º distrito, fazendo seu complemento no atual Instituto de Educação Ponche Verde.
Ele cursou direito nas Faculdades Unidas de Bagé, hoje Universidade da Região da Campanha (Urcamp), concluindo o respectivo curso no ano de 1982. Formado, ele advogou entre 1982 e 1987, assumindo posteriormente como pretor, sendo designado para atuar nas Comarcas de Santa Vitória do Palmar, Porto Alegre e Dom Pedrito. Em 1989, foi nomeado como promotor de justiça, desempenhando tal função na Comarca de Pelotas.
Ingressou na magistratura em concurso realizado em 1989, tendo assumido em São Lourenço do Sul no ano seguinte. Três anos mais tarde, foi promovido para uma Comarca de entrância intermediária, na cidade de Rio Grande. Em 1997, foi novamente elevado para uma Comarca de entrância final, trabalhando desde então em Porto Alegre.
Em uma entrevista exclusiva, o piratiniense mostrou sua simplicidade ao relembrar suas origens e externar sua sensação de integrar o Tribunal de Justiça do RS.
"O fato de ascender ao último degrau da magistratura do Estado, sabidamente uma das melhores do país, e passar a integrar o Tribunal de Justiça, como o 523º membro desde sua criação, inscrevendo o meu nome junto aos nomes dos eminentes juristas que já integraram ou ainda integram essa centenária Corte, é motivo de muito orgulho. Chego ao Tribunal, depois de 24 anos de carreira, com a humildade que me caracteriza, disposto a continuar aprendendo com os colegas mais antigos, com os membros do Ministério Público e com a valorosa classe dos Advogados", sublimou.
O futuro desembargador também lembrou de outros nomes de vital importância jurídica para a cidade, salientando sua história de superação e dedicação para chegar ao mais alto cargo da magistratura.
"Piratini, que já teve filhos em destacados cargos na própria magistratura, e cito os mais recentes,. Arionaldo Luçardo e Maritana Viana da Silveira, e no Ministério Público, Julieta Dutra (Ministério Público Militar) e Francisco Luçardo, que chegou ao cargo Procurador-Geral de Justiça do Estado, ainda se ressentia da falta de um Desembargador, lacuna que agora é preenchida. A importância desse feito está mais ligada ao exemplo que disso se extrai, no sentido de que pessoas de origem simples podem chegar a um cargo como o de Desembargador", enalteceu.
Acerca das experiências positivas que viveu até o momento, ele relembrou os fatos que mais marcaram essa trajetória.
"No início da carreira, na entrância inicial, me defrontei com praticamente todas as áreas do direito. Na entrância intermediária, a atuação restringiu-se às áreas criminal, englobando o Júri e Execução Criminal, e também a Infância e Juventude. Na entrância final, onde se começa como Juiz substituto, tive a oportunidade de atuar nessa condição novamente nas Varas do Júri, no Plantão do Foro Central, Vara de Delitos de Trânsito, Vara da Fazenda Pública, Varas Criminais, Vara de Precatórias e Varas de Família, e como titular jurisdicionei o 2º Juizado da 1ª Vara Cível e, finalmente, o 1º Juizado da Vara de Família e Sucessões do Foro Regional do Partenon. As experiências, especialmente as vivenciadas nas áreas criminal, de família e infância e juventude, nas quais o foco não é patrimonial de um modo geral, são muito enriquecedoras, pois ali se enfrenta diariamente as dificuldades pessoais dos envolvidos, envolvendo questões como a liberdade e toda gama de conflitos familiares ", mencionou.
Em suas considerações finais, Madruga aproveitou para deixar uma mensagem aos conterrâneos. "Quero dizer que meu gabinete no Tribunal Justiça sempre estará de portas abertas para receber os amigos, notadamente os advogados", concluiu.
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