Quarta, 01 de julho de 2026, 11:58h
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Aos 70 anos, a aposentada concluiu o curso de enfermagem e aos 75 pretende abrir seu ambulatório
Natural de Piratini, Zulmira Alves comemora no próximo mês 75 anos de idade e demonstra que seu prazer é não ter deixado sua vida ser superada pelo tempo. A aposentada diz que se sente abençoada por ainda estar viva e salienta que seu maior prazer é aproveitar todos os instantes do dia realizando atividades diversas.
Viúva há sete meses, Zulmira afirma que seu marido foi seu grande ídolo. “Meu marido se foi antes de mim. Tínhamos seis anos e quatro meses de casados. E dos meus filhos ainda tenho sete”, conta com olhos de quem já acompanhou todas as gerações. Avó de 15 netos e cinco bisnetos, garante que se preocupa bastante com a saúde e transparece isso para a família a fim de ajudá-los a iniciar a vida repleta de graça e virtude.
Na recordação
Emocionada ao falar sobre o passado, as lembranças correm pela mente, segundo a vovó Zulmira, como é carinhosamente chamada, ao contar sobre sua vida particular. Dona Zulmira frisa que seu maior prazer é passear. O dia inicia para a aposentada às 7h, que começa com um bom chimarrão e uma caminhada. “O tempo passa, mas a vontade de viver se mantém acesa”, acrescenta.
A melancolia dura pouco e a vovó Zulmira começa a contar sobre a infância. Nasceu em Piratini, viveu no interior até os três anos de idade. Mudou-se para Pelotas para viver com a madrinha, que se tornou sua mãe afetiva. “Bem me lembro das pequenas casas e das pessoas com as quais convivi naquele lugar”, recorda.
Casou-se em 12 de janeiro de 1957 e com orgulho revela que sua maior benção foi ter casado no prédio histórico mais bonito da cidade: Catedral São Francisco de Paula. Na época trabalhava como socorrista voluntária e atendente na FAU, e aos 70 anos de idade se formou em enfermagem, área pela qual se apaixonou ao longo da vida.
Com 75 anos, a enfermeira revela que ainda pretende abrir um ambulatório. “Minha maior paixão é cuidar das pessoas, cuidar da saúde, cuidar do bem-estar e incentivar cada pessoa a superar qualquer obstáculo que a vida lhe imponha”, argumenta.
Vitalidade
A aposentada conta que nunca abriu mão de uma boa alimentação, além de passear com freqüência. Ela não se intimida, e revela que além do passeio, adora escrever poesias. “Gosto muito de escrever. É um dos prazeres da vida, traduzir em palavras nossos sentimentos”, afirma. Zulmira conta, que a única coisa que ela abandonou há pouco tempo foi o hábito de cozinhar. Morando com sua filha, Ana Néri, a mãe se delicia com a comida dela, já que confessa ter perdido um pouco a “mão” com o decorrer do tempo.
Zulmira também reforça o fato de não ter nenhuma outra doença aparente e nem precisa tomar remédios controlados, apenas para a hipertensão. “Minha saúde é de ferro, caminho pelas ruas normalmente, as pessoas me param para conversar. Sou muito ativa e praticamente não fico parada. A gente vai fazer o que se não aproveitar a vida?, pergunta. “E o segredo da longevidade? É o pique que trago comigo.”
Satisfeita com o século bem vivido, ela deixa bem esclarecido quando descreve que não deixou sonhos pelo caminho. “A felicidade me acompanha e acredito que a alegria nos faz viver mais. Também acho que cumpri minha missão. Sou feliz por tudo que vivi e por tudo que Deus me deu até aqui. Mas deixo claro que ainda é cedo para morrer. Quero viver e muito”, reforça. Para contribuir com a longevidade, ela relata que seu espírito de alegria, é uma energia que alimenta para superar qualquer obstáculo que venha a aparecer.
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