S�bado, 11 de julho de 2026, 22:25h
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A Secretaria da Saúde de São Lourenço do Sul espera atingir ainda hoje a meta de vacinação de 15 mil pessoas contra o Tétano e a Hepatite B. Até ontem o número de vacinados chegou a 11 mil. Considerando que cerca de cinco mil pessoas já estariam imunizadas contra as doenças através das vacinas de rotina, o total de imunizados no Município deverá chegar a 20 mil. �??Essas são as doenças em que pode haver maior ocorrência de adoecimento e que podemos prevenir com vacinas�?�, declara o secretário da Saúde Arilson Cardoso. Ele lembra que há outras situações de risco como a leptospirose, transmitida através da urina do rato, e que não existe vacina. �??Estamos atentos a uma série de enfermidades e a rede de saúde está de sobreaviso�?�. Hoje, às 8h, foi iniciado um grande mutirão pelos bairros da cidade, principalmente nos mais atingidos e onde a população apresenta carências maiores, como na Lomba e no Navegantes. Moradores dessas regiões estão recebendo as vacinas através de unidades móveis da Prefeitura. Além da imunização, eles recebem orientação da equipe de Vigilância em Saúde e agentes de saúde sobre como podem se proteger de maneira mais eficaz das doenças. Um material informativo com dicas úteis foi confeccionado especialmente para ser usado na força-tarefa. O deslocamento das equipes até às comunidades é um facilitador porque os moradores estão envolvidos na limpeza das residências e, na tentativa de recuperar os móveis, eletrodomésticos e utensílios que restaram após a fúria das águas do Arroio São Lourenço, alguns preferem não sair de casa. Nessas situações, o atendimento é feito de forma individual. Se houver resistência às vacinas, é feito atendimento psicológico tentando convencer o morador da importância da imunização. Ontem foram reabertas todas as unidades de saúde, porém com equipe ainda restrita. Mais da metade da força de trabalho da Secretaria da Saúde foi atingida: em torno de 100 funcionários entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e técnicos administrativos. Alguns desses profissionais, embora não tenham sido prejudicados diretamente, ficaram impedidos de se deslocarem a São Lourenço do Sul porque residem em Pelotas. �??Mantemos toda a capacidade de atendimento em nossa unidade central e nos abrigos de acolhimento�?�, informa o secretário. �??O pronto-socorro teve a estrutura de pessoal reforçada e isso garantiu que grande parte do atendimento pudesse ser realizado aqui�?�. Mesmo assim, houve a necessidade de cinco remoções para Porto Alegre, sendo três tendo sido diagnosticadas como infarto. FOR�?A-TAREFA Segundo Arilson, o primeiro trabalho realizado após a enchente foi o acolhimento das pessoas que estavam sendo resgatadas de barco ou helicóptero. Essas equipes ofereciam o primeiro atendimento, em que era feita a triagem com a classificação da gravidade do caso. Após, os atendidos eram removidos para o hospital, para a base instalada Posto Central, ou levadas direto para os abrigos. Inicialmente foram montados cinco abrigos nas comunidades da Medianeira, Fátima, Três de Maio, Navegantes e Salão da Matriz. A partir de hoje essas unidades especiais serão desativadas progressivamente. Arilson destaca o suporte que recebeu de diversos municípios, como de Cristal e Camaquã que disponibilizaram suas ambulâncias do SAMU. Já o serviço SAMU estadual também colocou à disposição uma equipe avançada e as unidades de Guaíba, Canoas e Porto Alegre que realizaram atendimentos principalmente nos resgates durante os dois primeiros, na quinta e na sexta-feira. O município de Piratini disponibilizou no terceiro dia 8 técnicos de enfermagem, que se somaram à equipe de 20 profissionais (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) enviada pelo Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre.
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