16-03-2011
Greves alteram atendimento no Pronto Socorro de Pelotas
Três categorias médicas especialistas estão paralisadas no atendimento via Sistema �?nico de Saúde (SUS) no município. Há quase dois meses os neurocirurgiões pararam as atividades no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) e na Santa Casa de Misericórdia. Os cirurgiões vasculares pararam novamente na segunda-feira (13) o atendimento no Pronto Socorro de Pelotas (PSP). E desde ontem o grupo de anestesistas que atuam no HUSFP e na Santa Casa está em greve.
O baixo teto para procedimentos de média e alta complexidade - que hoje é de R$ 6,3 milhões por mês quando deveria sofrer um aumento de no mínimo R$ 1 milhão - é o principal motivador das manifestações. Atraso no pagamento das Autorizações de Internações Hospitalares (AHIs) e a busca por reajustes salariais são os principais motivos alegados pelos profissionais.
De acordo com o diretor de assistência do HUSFP, Sílvio Reis, há cerca de dez anos não ocorre reajuste da tabela de honorários dos anestesistas. Em janeiro, o grupo teria protocolado documento com as reivindicações. Dos onze profissionais do HUSFP que trabalham na área apenas cinco estão fazendo plantão. Segundo o diretor, a situação inviabiliza o trabalho em Pelotas para casos de urgências. Apenas emergências - casos que necessitam de intervenção imediata - estão sendo atendidas.
O aumento do teto para média e alta complexidade depende da liberação de verbas por parte do governo federal. A secretária municipal de saúde, Arita Bergmann, afirmou que o município está pleiteando junto ao Ministério da Saúde um acréscimo de R$ 2 milhões para Pelotas. Em sua avaliação, se não houver um aumento, a secretaria não poderá repassar valores mais altos do que os já pagos pelas tabelas do SUS. Para ela, a situação é preocupante.
Com informações do DP