Quarta, 01 de julho de 2026, 08:05h
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A direção do Sanep informa que cessou a paralisação dos garis da empresa Revitta, contratada pela autarquia, e o serviço de coleta de lixo foi retomado às 12h30 desta quarta-feira (22). A estimativa, segundo o diretor-presidente do Sanep, Jacques Reydams, é que até sexta-feira o serviço de recolhimento dos detritos esteja normalizado no Município.
Reydams explica que 70% da coleta em Pelotas é feita de forma convencional, com garis, e os outros 30% com contêineres, um formato diferenciado, adotado por poucas cidades no Brasil - o que diminui as possibilidades de caminhões reservas. Pelotas conta com dois veículos para fazer o esvaziamento dos contêineres, sendo que o primeiro quebrou há três semanas, em consequência do uso inadequado por parte da população (veja abaixo).
O segundo arrecadador entrou em circulação, mas acabou apresentando problemas ao longo deste período, fator que, somado ao mau tempo, prejudicou a limpeza e acabou por acumular lixo nos contêineres em diversas localidades. Para dar conta dos detritos acumulados, a empresa Revitta colocou os garis a fazer a coleta também dos contêineres, o excesso de trabalho foi o que causou descontentamento nos funcionários, que paralisaram como forma de protesto, na manhã desta quarta-feira.
Jacques afirma que o pagamento à empresa está em dia e que os garis estavam recebendo horas-extras pelo trabalho realizado, como determina a lei. Para defender os direitos da população pelotense, e em resposta à crescente demanda das últimas semanas, a prefeitura está cobrando da empresa o pleno desempenho dos serviços contratados.
O uso indevido dos contêineres
O Sanep destaca que os contêineres servem única e exclusivamente para coleta domiciliar. Portanto, restos de obras, cascotes, árvores e materiais de comércio, não devem ser alocados no seu interior. “Muitas vezes a população faz o mau uso do equipamento e isto é que causa a quebra. No caso do nosso primeiro caminhão arrecadador, tivemos um problema grave e ele teve que ser enviado a Porto Alegre, para a recuperação”, disse Reydams.
O diretor-presidente pede, mais uma vez, a colaboração da comunidade para que não descarte materiais pesados nas coletoras, tão pouco fora dos contêineres, onde animais têm acesso e as ações do tempo (vento, chuvas, etc.) podem fazer com que entupam bueiros e valas.
Redator: Assessoria de Imprensa
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