Quarta, 01 de julho de 2026, 08:04h
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A delegação brasileira que representa a cadeia produtiva do fumo encerrou, no dia 17, a participação na Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, em Moscou, na Rússia. A comitiva voltou a se reunir com o representante do governo brasileiro pelo Itamaraty Carlos Cuenca, após o término das negociações naquele dia. O grupo foi informado que as diretrizes permanecem dentro das perspectivas dos defensores da fumicultura, ou seja, sem modificações significativas quanto à produção e o comércio de tabaco.
O superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Neviton Nornberg, integrou a comissão gaúcha na viagem. “Fomos designados para representar nosso país no grupo de trabalho para discussão dos Artigos 17 e 18. Fizemos uma defesa muito forte, junto com os companheiros do MDA e MAPA da participação do produtor nas definições das políticas de diversificação, defendendo a livre escolha do produtor de sua cultura” afirmou.
Segundo Nornberg, o continente Africano, através da Uganda, defendeu que o produtor não deveria participar deste processo. “Mantivemos firme a posição e, de forma irredutível, defendemos a participação do produtor. Conseguimos, com o apoio da Uniao Européia, Tanzânia, México, China e El Salvador, a aprovação desta posição” disse o ex-secretário de Obras de Canguçu.
Além disso, o grupo de brasileiros obteve uma proposta de Uganda para que o controle do tabaco se dê através da diminuição da produção, primeiro, e depois da demanda. Novamente, a posição da comitiva foi irredutível para que o processo tenha primeiramente a redução da demanda (consumo de cigarro) e, consequentemente, redução da produção, evitando, assim, que sejam desenvolvidas políticas mundiais para a restrição da produção do tabaco.
Devido à impossibilidade do público de participar das sessões, Nornberg observa que a delegação brasileira manteve a conduta de, diariamente, prestar um informativo aos brasileiros sobre as atividades e avanços das rodas de debate. “Saliento a sensibilidade do chefe de nossa delegação, o diplomata Carlos Cuenca, em aceitar estas propostas, em uma demonstração de vontade de aproximação com o setor e, especialmente, os produtores. O Brasil, inclusive, defendeu a liberação da participação do público nas próximas COPs”, comenta Neviton Nornberg.
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