Quarta, 01 de julho de 2026, 03:05h
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No bairro Avenida, local conhecido como “atrás da Brahma”, ruas ficaram alagadas
72mm acumulados em apenas 1h30 deixaram ruas alagados, atingindo casas em diferentes locais da cidade
A forte chuva que atingiu São Lourenço do Sul no início da noite de segunda-feira (3) voltou a causar transtornos aos moradores da cidade. Foram registrados 72mm na zona urbana em apenas 1h30 de chuva. O resultado foram ruas alagadas e casas atingidas pela água. “Foi a pior situação que enfrentamos este ano”, avalia o coordenador municipal da Defesa Civil, Iltom Kuhn.
Imediatamente após o início da chuva, próximo às 20h, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU) e a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e Habitação (SMDSH) foram mobilizadas. Ruas ficaram alagadas em praticamente todos os bairros da cidade. Em muitos deles casas também foram atingidas pelos alagamentos, porém não foi necessária a retirada dos moradores de suas residências. As piores situações foram em trechos das ruas Dionísio Aragão, Sepé Tiarajú e Riachuelo, todas na Barrinha, onde a água invadiu algumas casas. Na General Osório, esquina com Santos Abreu, no Centro, também foram intensos os alagamentos, conforme Iltom Kuhn.
Muitas ruas tiveram o tráfego interrompido para evitar que os carros ao passarem jogassem água para dentro das casas. No bairro Avenida, local conhecido como “atrás da Brahma”, equipes utilizaram patrola para abrir a rua. “Neste local a água chegou quando a chuva estava parando, pois ela desce os campos. Abriram a rua para que a água escoasse até uma galeria na avenida Coronel Nono Centeno”, explica Kuhn. O mesmo foi feito na vila Santa Terezinha.
Alagamentos são frequentes
Quem passa pelas ruas no local conhecido como “atrás da Brahma”, se surpreende com a quantidade de casas à venda. “Todos querem fugir daqui, fugir dos alagamentos”, conta um idoso morador. Ele pediu para não ser identificado, assim como duas vizinhas que reclamam: “Aqui está tudo abandonado”. Segundo eles, o local sofre constantemente com alagamentos, e não são colocadas cargas de cascalho para melhorar as ruas que ficam com valos após as chuvas. Nem mesmo patrola chega no local.
O local é formado apenas por casas novas, porém, com os problemas, os moradores desejam sair. Eles contam que, apenas de outubro para cá, já foram três alagamentos intensos com casas atingidas pelas águas. Na tarde de terça-feira (4), eles trabalhavam para melhorar as entradas das casas, já que o acúmulo de água no dia anterior deixou muitos buracos e valos no local.
O coordenador da Defesa Civil diz que há um projeto da Prefeitura tramitando em Brasília, que prevê o repasse de R$ 19 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras de escoamento pluvial. “Pelo menos 50% deste valor será destinados para as localidades novas do bairro Sete de Setembro e Avenida”, diz Kuhn. A previsão é de que os recursos sejam liberados no fim deste ano, ou início de 2015.
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