Quarta, 01 de julho de 2026, 03:04h
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Mais de 700 pessoas foram atingidas pela chuva na cidade e zona rural
A intensa precipitação que atingiu Piratini na tarde da segunda-feira (3), causou avarias em diversos locais da cidade e interior. O índice pluviométrico variou de aproximadamente 80 milímetros no perímetro urbano, ultrapassando os 120 em pontos distintos do interior.
Foram tão contundentes os estragos que a Prefeitura de Piratini viu-se obrigada a declarar situação de emergência. O decreto de nº 239 foi publicado no dia 3 de novembro.
Segundo o teor do documento, as afirmações alegadas para a situação de emergência foram os danos materiais e prejuízos apurados preliminarmente pelo órgão, como o isolamento de diversas áreas da zona rural, atingindo aproximadamente 700 pessoas; o desabamento de 20 pontes e cabeceiras; e a destruição de 600 bueiros.
Um dos locais mais afetados na cidade foi a rua Rui Ramos, no bairro Vila Nova, que teve parte de sua contenção de concreto destruída. A correnteza era tão avassaladora, que causou pânico nos moradores atingidos.
Valdoci Vieira, de 36 anos, temeu pela vida de seus quatro filhos. “Quando avisaram que estava entrando água para dentro de casa eu vim imediatamente. Fui para frente e tentei mudar o tráfego da corrente, porém não foi suficiente”, lamentou.
Point de lazer no verão, o balneário municipal Carlos Carvalho também sofreu com o dilúvio no município. Sua barragem transbordou e ofertou perigo real à residentes nas proximidades. No local, casas ficaram muito próximas de serem tomadas pela água.
Secretários municipais trabalham incessantemente para resolver problemas mais críticos. Enquanto a pasta de Urbanismo e Serviços Públicos, sob gestão de Carlos Miguel de Ávila Porto, embasa esforços para reconstruir bueiros destruídos, a Secretaria de Infraestrutura e Logística agiliza a manutenção de pontes e pontilhões avariados.
Conforme análise do secretário de Infraestrutura, Carlos Alberto da Rosa Reyes, alguns lugares requerem maior atenção neste momento. “Tem diversas pontes que foram totalmente destruídas. Por serem locais imprescindíveis para locomoção, precisamos priorizá-las”, externou.
Jânio Azevedo, coordenador da Defesa Civil de Piratini, mencionou as ações do órgão para amenizar os estragos da enxurrada. “Já bloqueamos o acesso das ruas mais perigosas e agora daremos o amparo necessário para as famílias que carecerem”, informou.
O decreto de situação de emergência tem vigor de 90 dias desde a data de sua publicação, podendo ser prorrogado até o prazo máximo de 180 dias.
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