Quarta, 01 de julho de 2026, 00:28h
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Moradores aguardam término da obra estagnada desde 8 de outubro.
A antiga localidade do 1º distrito conhecida como Passo do Caneleira, que através de um projeto de lei tornou-se parte do perímetro urbano e teve seu nome alterado para rua Abílio Bueno, aguarda uma resposta do poder público quanto a implantação de água encanada para as quase 20 famílias que ali residem. Muitos moradores continuam céticos devido as inúmeras promessas sem êxito para conseguir o feito.
Todavia, outros tem esperança e vislumbram a tão aguardada água encanada, que extinguiria a prática de reservar em caixas d'água o líquido trazido por um caminhão pipa da Prefeitura. O projeto idealizado através de uma parceria entre Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e Prefeitura, onde a empresa entraria com o material e mão de obra, e o Poder Executivo com uma retroescavadeira e maquinista, foi inefetivo até o momento. Desde 8 de outubro, quando iniciou a abertura do valo onde irão os canos, apenas um pequeno trecho de alguns metros foi aberto.
Posteriormente, diversos empecilhos impossibilitaram que os trabalhos voltassem a transcorrer no local. Dentre eles, estava a danificação da única máquina da secretaria responsável pela parceria. Desta vez, o problema da enxurrada que fez o município decretar situação de emergência é o que atrasa a obra.
A gerente da agência Piratini da Corsan, Jane de Castro Silveira, disse que a estatal aguarda apenas confirmação da pasta responsável. "Estamos aguardando um contato. Há principio, trabalharíamos na sexta-feira e sábado (22)", esclareceu. Carlos Miguel de Ávila Porto, que gestiona a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos, ressaltou que, infelizmente, não existiam possibilidades de fazer a obra neste momento, devido a outras prioridades para a Secretaria. "Os esgotos são imprescindíveis e necessitam de maior importância por enquanto. Isto não significa que não faremos a água no Caneleira, mas sim que demorará mais um pouco", elucidou.
Porto mencionou que a ideia é retornar com a retroescavadeira na próxima quarta-feir (26). "Não posso garantir nada, mas se não existir nenhum imprevisto até lá, esse é o nosso objetivo", almejou. Resta para moradores na localidade, como Vilma Cavalheiro, de 63 anos, que reside há 43 anos no local, aguardar o empenho do poder público e não perder a crença em ter água encanada na sua casa. "Faz 20 anos que existem só promessas. Agora temos esperanças, pois ao menos abriram um buraco", brincou Vilma.
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