S�bado, 11 de julho de 2026, 21:27h
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Cerca de 200 policiais civis de oito delegacias especializadas realizam, na manhã desta terça-feira, uma grande operação na Favela da Rocinha, na zona zul do Rio de Janeiro, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e realizar prisões. De acordo com o delegado Felipe Curi, titular da Polinter, o principal objetivo é prender Antonio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem, chefe do tráfico local e um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Há outros 29 mandados de prisão, entre eles contra o líder comunitário Vandelan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão. Segundo a polícia, ele teria ligações com o grupo de Nem. Duas toneladas de maconha já foram apreendidas. A operação conta com o apoio de dois helicópteros, dois carros blindados e um veículo que recebe imagens das aeronaves e transmite em tempo real a uma base de operações, no heliponto da corporação, na Lagoa Rodrigues de Freitas. Essas imagens, em alta definição, são feitas para localizar bandidos, além de realizar o mapeamento do local. Assim que os agentes chegaram ao local houve a explosão de fogos de artifício - estratégia usada pelos traficantes para apontar a presença de policiais. Até agora, sete pessoas foram presas e outras três detidas para averiguação. Não há informações sobre feridos. O trânsito está liberado na autoestrada Lagoa-Barra e no túnel Zuzu Angel, que ficam nas proximidades da Rocinha. No entanto, os motoristas devem evitar as vias por medida de segurança. A melhor opção é seguir pela avenida Niemeyer. Nem Chefe do tráfico nas favelas da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado, Nem é um dos principais líderes de uma quadrilha de traficantes atuante no Rio de Janeiro. Ele assumiu o controle do tráfico na Rocinha juntamente com o traficante João Rafael da Silva, o �??Joça�?�, após a morte do traficante �??Bem-te-vi�?�. Segundo a polícia, conquistou moradores da favela ao utilizar uma política assistencialista. Com a prisão de �??Joça�?�, em outubro de 2008, mudou de estilo e tornou-se violento. Várias mortes são atribuídas ao seu comando. Atualmente, há cinco mandados de prisão contra o traficante, por crimes como formação de quadrilha, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídio. Traficante de favela pacificada é procurado Durante a operação, os agentes encontraram a casa do traficante Anderson Rosa Mendonça, conhecido como Coelho. Segundo a polícia, ele estava escondido na Rocinha desde fevereiro, quando foi instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no morro São Carlos, no Estácio, região central da cidade. Mendonça era um dos comandantes do tráfico no morro do São Carlos. A casa estava vazia e o criminoso não foi encontrado. Próximo ao local, os agentes prenderam um homem conhecido pelo apelido de "Miséria", que seria um dos principais integrantes da quadrilha de Coelho. Feijão já ajudou a polícia Outro procurado, o líder comunitário Feijão, ajudou os policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na rendição dos dez traficantes da Rocinha que invadiram o Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto do ano passado. Na ocasião, traficantes armados com pistolas e fuzis, ligados a Nem, voltavam de uma festa em plena luz do dia pela avenida Niemyer, principal ligação entre os bairros de São Conrado e Leblon, quando se depararam com policiais militares. Houve troca de tiros e dez homens invadiram o Hotel Intercontinental, em São Conrado, e fizeram 35 pessoas reféns. Feijão, que já era investigado pela polícia civil por associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, foi chamado para negociar a rendição dos traficantes. Até o momento, ele não foi encontrado pelos policiais.
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