Ter�a, 30 de junho de 2026, 14:42h
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Na quarta-feira (14), o presidente da Comunidade Quilombola Vó Ernestina, Silvio Barboza, demonstrou apreensão, durante entrevista na Rádio Bonfim FM, sobre a demora para o início das obras de 56 unidades habitacionais. Depois de um ano da assinatura dos contratos, nenhuma delas teve as obras iniciada. “Tudo que era necessário para a obra nós já temos. Temos a área que foi doada pela prefeitura, fomos contemplados com o recurso, arrumamos os pedreiros e serventes, foi conseguido o licenciamento ambiental e já se passaram dois meses e até agora a Crehnor não encaminhou um documento único que falta para que o Meio Ambiente do município de a licença de autorização para o inicio das obras. É marcado reunião, inclusive pelo prefeito Rui Brizolara, e a Crehnor não aparece. Recentemente, no dia 5 de janeiro, foi marcada reunião, mas não apareceu ninguém da entidade”, afirma o presidente. Conforme resposta por telefone, a entidade afirmou que a funcionária responsável esta de férias e que retornará no dia 15 de janeiro.
Por esse motivo, Barboza reuniu-se na quarta-feira (14) com todos os diretores, que buscarão auxílio junto à Federação Estadual dos Quilombolas para que sejam tomadas providência. “O prazo já passou. Era para termos as casas já entregues e fica passando o tempo, o material sobe e o salário sobe, e poderemos perder os pedreiros que ameaçam abandonar esta obra e irem para outra. Com apenas R$ 7 mil para o pedreiro, a cada dia que passa ficará mais difícil arrumar outros pedreiros com esse valor baixo.”
Barboza demonstra preocupação porque, no inicio, esse valor era para a mão-de-obra total. “Depois a Crehnor mandou nós arrumarmos dinheiro para o servente e daqui a pouco teremos que auxiliar com recurso para que não fiquemos sem os pedreiros.” O presidente ainda falou que, se até o dia 19 de janeiro não obtiverem resposta da Crehnor, providências legais serão tomadas.
Outra preocupação dele é que no dia 17 de janeiro vencerá a primeira parcela do boleto de pagamento das 56 casas junto a Caixa Econômica Federal, parcela única anual de R$ 285, que será paga em quatro anos. Todos deverão pagar e ir a uma agência da Caixa em Pelotas ou Canguçu, porque o boleto não possui código de barra, então somente pode ser pago direto na Caixa Econômica.
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