Ter�a, 30 de junho de 2026, 12:16h
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O projeto da Associação Nacional dos Sapadores-Bombeiros (ANSB) vive dias difíceis na caminhada para realizar o sonho em dotar Piratini com uma unidade de bombeiros voluntários.
Já tendo investido cerca de R$ 60 mil no prédio cedido pela Prefeitura, agora com o triplo do tamanho, abrigando oito salas e dois sanitários, a corporação vê suas pretensões esbarrarem na falta ou no pouco apoio administrativo e de clubes de serviços que não incluíram o Projeto Sapador em suas prioridades no ano passado, o que impossibilitou a captação de recursos.
Atualmente, o local que abrigará o futuro quartel está com as obras paradas devido ao uso total das verbas captadas junto a empresas e também ações contínuas na comunidade como venda de rifas e pastéis. “Do que foi doado no inicio de 2013 por alguns empresários, o arrecadado junto à população e o doado mensalmente por uma empresa de transporte coletivo sediada em Pelotas, tudo já foi gasto e ainda faltam etapas importantes para que possamos habitar o quartel”, explica Telmo Rodrigues, responsável predial do serviço ANSB em Piratini.
Ele se refere à mão de obra para a colocação do telhado, profissionais para fazer a instalação elétrica e verbas para fazer a pintura. “Tudo isso chega, no mínimo, a R$ 17 mil. Não temos mais de onde tirar”, lamenta Rodrigues.
Com a demora na conclusão da unidade, os voluntários, que eram 40 no princípio, se desmotivaram, acabaram se desligando, e hoje apenas um pequeno grupo, inferior a 20 membros, faz parte da corporação.
A saída vislumbrada pelos integrantes, principalmente para o telhado e a parte elétrica, é a intervenção da Prefeitura, que poderá fornecer os profissionais.
Na manhã de quarta-feira (27), em reunião com os Sapadores, o prefeito em exercício, Vitor Ivan Rodrigues, disse que a Prefeitura se encontra em dificuldades com relação à disponibilidade de mão de obra, já que muitos dos prédios, como a nova escola infantil que deveria estar sendo construída por empresas vencedoras das licitações, hoje tem continuidade com mão de obra da administração municipal devido às empresas terem decretado falência. “Entendemos a importância deste projeto para a cidade. Vamos ajudar na parte elétrica e fazer o possível para colaborar com o restante. Só precisamos de um tempo para reorganizar o pessoal”, falou o prefeito.
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