Ter�a, 30 de junho de 2026, 09:52h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Variedades

Variedades

06-02-2015

Pelotas: Mercado Público e o mistério após sua restauração


Foto: Anahí Silveira Corredores vazios e muitas bancas fechadas: um cenário constante no Mercado Público após sua restauração

Pouco mais de dois anos após a finalização nas obras que tiveram início em 2008, comerciantes e clientes do Mercado Público de Pelotas se perguntam os motivos que levaram algumas bancas a permanecerem inativas até agora 


Em fevereiro de 2008, Pelotas foi incluída como uma das 26 cidades que atualmente participam do Programa Monumenta. Considerada a representatividade histórica e cultural da cidade a nível nacional, o programa autorizou a Prefeitura para que publicasse o edital de restauração interna do prédio do Mercado. O período conturbado das obras, a transferência dos locatários situados na área externa, cerca de 33 bancas, para o shopping Praça XV, e a reinauguração, no final de 2012, foram fases concluídas nessa longa história do Mercado Central que, desde 1968, tornou-se referência no comércio pelotense.



Porém, o problema surge quando se conversa com proprietários de algumas bancas, onde se identifica uma dúvida que se transforma em preocupação constante: qual o mistério que assombra o Mercado? Se todas as bancas foram ocupadas, o que explica o fato de muitas delas ainda estarem com as portas fechadas? “Até saí para ver que tanto barulho de banca fechando era esse... Debandada geral?” “Pois é, acho que foi a chuva correndo o pessoal. Se bem que não dá pra saber quais bancas fecharam agora ou se são aquelas que nunca abriram.”


Esse era o diálogo de uma terça-feira normal, final da tarde, mas ainda muito longe do horário das bancas encerrarem suas atividades. Culpa da chuva ou não, o fato é que essas bancas fechadas conferem ao Mercado um ar de “vazio” e isso, é claro, reflete no dia-a-dia dos outros comerciantes que convivem com essa situação.


Maristela Costamilan, por exemplo, é proprietária de uma banca de chás e produtos naturais, e desde setembro do ano passado enxergou no Mercado uma boa oportunidade de ter uma banca em um local regular, para que pudesse abandonar o quiosque de rua, onde não poderia mais comercializar seus produtos. “Aqui é um ótimo ponto para trabalhar, para conviver, acredito que tenha um bom potencial mesmo, mas gostaríamos de saber o que acontece. Todo mundo diz que está 100% ocupado, mas só nesse meu corredor existem três bancas que nunca abriram as cortinas”, conta.


Além da desocupação, outra opinião compartilhada entre os profissionais tem a ver com a imagem do Mercado Público depois das obras. Alguns contam que ouvem de seus clientes comparações e semelhanças com uma galeria do que um Mercado Central. Nessa mesma situação, se encontram casos como o de David Jeske, que apostou em uma rede de sorveteria e doceria na parte interna do Mercado, investiu no negócio e percebe que muitos elogiam e aprovam a revitalização, embora pareça que continua faltando algo: “Eu sinto falta de algumas bancas, bancas com ‘cara’ de mercado mesmo. Hortifrutigranjeiro, açougue, bancas que fazem parte disso, afinal de contas o mercado é, ou ao menos deveria ser, a representação do campo na cidade," disse ele


Entre reclamações e elogios, o fato é que o Mercado Público de Pelotas virou sinônimo de modernidade, de um espaço amplo, bem cuidado e planejado. A forma como alguns interpretam essa modernização é que muda os olhares e divide as opiniões, onde estão de um lado os que apoiam o novo estilo que foi implantado, e de outro os que se incomodam com a dita descaracterização de um dos maiores patrimônios da cidade, palco de apresentações musicais e exposições, um verdadeiro centro cultural que precisa ser ocupado por completo. 


Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

Pelotas: Mercado Público e o mistério após sua restauração





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

Pelotas: Mercado Público e o mistério após sua restauração


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados