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10-05-2011

Município passa a gerir o Pronto-Socorro


A prefeitura e as universidades Católica e Federal de Pelotas (UCPel e UFPel), que compõem a gestão tripartite para a administração do Pronto-Socorro de Pelotas (PSP), bateram o martelo a respeito da contratualização da unidade. O recurso do PSP, que era de R$ 700 mil, ganha mais fôlego. Depois de quatro meses de negociações, ficou estabelecido o repasse total de pouco mais de R$ 1 milhão e a definição do município como gestor do PSP, atribuição que antes era da UCPel. O aporte financeiro do Executivo será de R$ 400 mil. As instituições de ensino continuam com os atuais R$ 200 mil, mensais. Além disso, entram um repasse mensal de R$ 150 mil do governo estadual e R$ 56 mil de recursos do programa Salvar-Samu. O valor da UCPel será disponibilizado em forma de refeições, compra de medicamentos e materiais hospitalares. Os próximos dias serão o momento de transição na gestão do PSP. O município deverá indicar um novo diretor. De acordo com a secretária de Saúde, Arita Bergmann, a administração terá um caráter colegiado, envolvendo as duas universidades com participação ativa em um grupo consultivo. A adaptação, segundo ela, tem carta branca da UCPel para durar os dias que forem necessários. Regulação Ontem (9) completou uma semana que teve início a regulação dos serviços do Pronto Socorro de Pelotas e dos leitos disponíveis na área de obstetrícia, a partir de uma central que faz o controle virtual, por meio do Saúde em Rede, do uso dos leitos nas três maternidades que atendem pelo SUS, no Município: Santa Casa de Misericórdia, Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel) e Hospital Escola da Fundação de Apoio Universitário (FAU/UFPel). De acordo com a titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Arita Bergmann, esse foi mais um passo para Central de Regulação, que entrou em funcionamento em março de 2009 e já vinha regulando diversos tipos de consultas e exames. A maternidade foi uma área considerada prioritária, a fim de evitar que as gestantes fiquem procurando vagas, durante o trabalho de parto, sem orientação. Com o novo sistema, a parturiente procura o hospital de sua preferência, ou por orientação do seu médico, e, se não há vaga, o médico regulador verifica onde há disponibilidade e orienta a transferência para outra instituição. O transporte pode ser feito, inclusive, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), podendo abrir mais vagas, caso não exista nenhuma disponível. O projeto não deve melhorar somente a agilidade do serviço, mas também a forma como as mulheres são tratadas, já que terão a garantia do atendimento, de acordo com a sua necessidade. Em Pelotas, a cada mês são realizados cerca de 300 partos pelo SUS. A Central de Regulação de consultas já controla 60% das consultas contratualizadas e 40% para retornos. Destas, 5% são canceladas pelo prestador do serviço e em 10% dos casos, o paciente não comparece. A Central de exames e serviços de Média e Alta Complexidade regula todos os exames e o índice de cancelamento pelo prestador e falta do usuário é o mesmo que nas consultas �?? 5% e 10%, respectivamente. De acordo com a secretária, o trabalho já apresenta resultados positivos, como o fato de o paciente não precisar se deslocar para a Secretaria com os laudos para marcar os exames, que agora aguarda, em sua residência, telefonema com a informação; relação mais próxima entre prestadores e a SMS; agilidade nos agendamentos; mais controle de acesso ao sistema de saúde; informação da demanda reprimida em tempo real; controle de tetos físicos e financeiros dos prestadores; e a qualificação das informações. Os próximos serviços a serem regulados são os de internação hospitalar de urgência e emergência, e a central de regulação de cirurgia eletiva e UTIs.


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