Ter�a, 30 de junho de 2026, 06:12h
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Bebida à vontade e a um valor bem mais acessível, pois o mesmo é dividido entre todos os componentes. Estilos musicais que não obrigatoriamente tem a ver com o Carnaval, tranquilidade para pode reunir os amigos e, até mesmo, um churrasquinho improvisado na calçada. Essas são algumas das características e vantagens de se participar de um bloco e, durante as quatro noites de folia, ter em torno do clube SRP o chamado Chatô, apelido dado ao cômodo, geralmente alugado para este fim, e que abriga a estrutura necessária para garantir de uma diversão sem censura.
Mas extrapolar o bom senso também faz parte. Alguns, não se sabem quantos, inclusive este ano, usaram paredes, portas e portões para fazerem suas necessidades fisiológicas, deixando a urina e as fezes para os incomodados moradores do entorno da entidade fazerem a limpeza na manhã seguinte.
Junto à falta de educação, vem o pior dos problemas reclamados por Lúcia Dávila e Maria Conceição Barbosa de Jesus: o som em volume elevadíssimo e constante que atravessa a madrugada e se estendem até às 10h. “Moro na Daltro Filho há 43 anos e, de cinco anos pra cá, a situação se tornou insuportável, sendo impossível dormir nessas noites”, reclama a aposentada que se apressa ao se posicionar quanto à festa: “Não sou contra o Carnaval e também já participei de Chatôs, mas havia um limite, e nossa festa se resumia ao interior do cômodo, não incomodando ninguém. Hoje nos encontramos acuados, sem o direito de ir e vir, e dormir então, nem pensar. Se as verdadeiras discotecas que são montadas nas calçadas baixassem o volume ou parassem de tocar lá pelas 2h, você saberia que haveria um horário para parar de escutar o que não quer e ir dormir”, amplia.
Maria da Conceição, que reside a meio século próximo a SRP, se mostra indignada e diz que todos os limites foram superados por quem busca aquele local como diversão. “Há meio século ali é minha casa. Precisa haver respeito e eles não têm mais isso. Havia cinco carros de som com um volume altíssimo que acabaram impedindo que ouvíssemos a música da banda contratada para fazer o Carnaval da entidade e no dia seguinte, lá fomos nós fazer a limpeza de paredes e portas devido à urina e fezes”, reclama.
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