13-05-2011
Rodada de negociações na Expoarroz 2011 orienta arrozeiros para a exportação
Ampliar as possibilidades para os produtores de arroz escoarem o excedente de produção e melhorar a organização da cadeia do cereal são alguns dos objetivos da rodada de negócios realizada na quarta (11), na Expoarroz 2011.
A atividade contou com compradores de nove países, além de tradings que levam o produto brasileiro para vários mercados. Nas mesas, os vendedores de 18 empresas regionais mostraram produtos, explicando a qualidade e falando de aspectos sanitários e ambientais na tentativa de atingir o mercado internacional e trazer para a cadeia do cereal um pensamento exportador.
�??Começa com o projeto de compradores, depois feiras, algumas feiras setoriais, ou ida de vendedores e empresas brasileiras pra fazer rodada de negócios fora, que a gente chama de projeto vendedor. Com o tempo, as empresas vão pegando mais experiência e então vamos aprofundando para a parte de imagem, internacionalização de empresas. �? isso que a Apex procura fomentar nos setores produtivos brasileiros�?�, declarou o gestor de Projetos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alberto Bicca, sobre o plano de inserção das empresas no mercado internacional.
Para a Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), as exportações são uma estratégia. No acumulado de 2011, a cooperativa vendeu para o exterior três vezes mais que em todo o ano passado. Mesmo com experiência no mercado internacional, a cooperativa também se beneficia da rodada de negócios.
�??A rodada de negócios é muito interessante porque traz pessoas com as quais não temos contato. Por mais que busquemos os compradores lá fora, aqui é o momento em que ele pode conhecer a estrutura do arroz no Rio Grande do Sul�?�, afirmou o gestor da Unidade de Alimetnos da Cooplantio, Camilo Oliveira.
O vice-presidente da Cooplantio, Antônio Cavalcanti, visitou os pavilhões da Expoarroz e se disse surpreendido com crescimento do evento. �??Estive aqui na primeira edição, que também estava muito bem estruturada, mas a deste ano está surpreendente. �? uma bela feira de negócios�?�, disse.
Cavalcanti salientou a posição geográfica estratégica do evento para a Cooplantio já que possuem filiais em cidades como Camaquã, Canguçu, Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande e Jaguarão. �??Pelotas é o centro para nós, tanto como para desenvolvimento como para localização. Não temos como ficar de fora de um evento como este�?�, ressaltou.
O Panamá importa 20% do consumo total de arroz do país, estimado em 300 mil toneladas por ano. O representante panamenho na Expoarroz, Alberto Paz Rodrigues, disse que não conhecia o arroz brasileiro, gostou do que viu na feira e vai começar as tratativas para comprar arroz parbolizado brasileiro.
�??�? a primeira vez que venho e não posso ir com o arroz comprado porque tenho de passar por certos trâmites, há que tirar primeiro registros sanitários, fazer o empacotamento e coordenar algumas coisas para logo poder levá-lo. �? mais fácil começar pelo arroz parbolizado porque o processo de introdução ao país é mais fácil�?�, explica o panamenho.
Só na quarta-feira (11), a rodada de negócios da Expoarroz movimentou US$ 3,4 milhões, segundo levantamento realizado junto aos compradores. Para os próximos 12 meses já estão previstos mais US$ 5 milhões. O maior comprador foi São Tomé e Príncipe, do continente africano.