24-05-2011
Sem medidas, Previdência pode falir em cinco ou 10 anos, projeta Tarso Genro
A previdência pública do Estado do Rio Grande do Sul está ameaçada e pode falir caso medidas urgentes não sejam tomadas. A avaliação é do governador do Estado, Tarso Genro, que defende a adoção de um pacote para salvar o setor. As medidas fazem parte do "Pacotarso", que contempla, ainda, questões como apoio a empresas e assuntos administrativos do Rio Grande do Sul.
Tarso Genro concedeu entrevista ao programa Gaúcha Atualidade na manhã desta terça-feira. O programa foi transmitido direto do Salão dos Espelhos, no Palácio Piratini, e tratou, além do pacote, de assuntos como o caso Palocci e até a possibilidade de trazer a abertura da Copa do Mundo de 2014 para Porto Alegre.
Em relação à reforma da Previdência, um dos itens mais questionados do Pacotão, Tarso foi enfático. Segundo o governador, o conjunto de medidas tem o objetivo de salvar a previdência pública.
"Se não tomarmos essas medidas agora, a previdência pública estará comprometida nos próximos cinco ou 10 anos. Neste período, o sistema seguramente estaria falido e pode deixar de pagar", projetou.
Sobre outro item que tem gerado discussão no Conselhão, a inspeção veicular, Tarso demonstrou flexibilidade. "Estamos mandando o projeto para a Assembleia e estamos negociando. Não é em regime de urgência"
O governador ressaltou ainda que não é a favor da obrigatoriedade da inspeção em táxis. "Eles não podem ser mais onerados para fazer o seu serviço", disse.
Com informações da ZH