Segunda, 29 de junho de 2026, 19:22h
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Peixes frescos resfriados e congelados são oferecidos pela Coopesca na feira do peixe
Grande variedade de peixes de água doce e salgada é oferecida ao consumidor por cooperativa de pescadores
Simbolismo de fé, o consumo de peixes na Semana Santa é um costume que no Brasil rompeu as barreiras religiosas, tornando-se alimento independente de crenças. O peixe é uma tradição, especialmente na Sexta-Feira Santa, remetendo ao jejum e a abstinência. E em São Lourenço do Sul, uma feira oferece varias opções de peixes para aqueles que desejam manter, por fé ou tradição, o costume vivo na família.
Este é o oitavo ano que a Cooperativa dos Pescadores Artesanais de São Lourenço do Sul (Coopesca), realiza a feira do peixe que começou no dia 27 de março e segue até a Sexta-feira Santa (3 de abril). São muitos os filés e também peixes inteiros sem vísceras, resfriados e congelados a disposição de quem visita a feira. “Mas são todos fresquinhos”, garante a presidente da Cooperativa, Gessi Aranha da Silva. E mesmo com uma grande variedade de produtos, como carpas, violas, tilápias, bagre, pescada, merluza, abrótea, entre outros, é a traíra a preferência do consumidor lourenciano. “Talvez pelo costume da região, pela água doce e muitos açudes”, revela dona Gessi, com a certeza de que, apenas de traíra, a venda deve superar uma tonelada durante a semana de feira. “É a preferência de todos, especialmente do pessoal da zona rural que nos visita durante a feira”, diz.
Além dos peixes e filés, a feira oferece também bolinhos de peixe e de camarão, além de produtos da agricultura familiar como temperos, conservas e compotas, além de tainha assada na Sexta-Feira Santa. Mas neste ano, o que fez falta foi o camarão, produto altamente consumido na região, porém, em falta com a safra frustrada na Lagoa. “Optamos por não comprar o camarão de Rio Grande este ano, pois o valor fica muito alto e o consumidor não leva com preços altos”, justifica Gessi.
O peixe ofertado na feira este ano é originário da Lagoa dos Patos que, agora salgando, está oportunizando que os pescadores capturem a tainha, entre outras variedades. Também da Lagoa Mirim e Lagoa Mangueira no extremo sul vem peixes de água doce, pescado por pescadores locais e também lourencianos da Coopesca que praticam a atividades além da Lagoa dos Patos e, desta forma, oportunizam que os consumidores tenham produtos frescos para manter viva a tradição da Semana Santa.
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