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24-04-2015

Projeto habitacional da comunidade quilombola Vó Ernestina está em andamento


Foto: Diones Forlan Serão construídas 56 unidades habitacionais

O projeto habitacional da comunidade quilombola Vó Ernestina, de Morro Redondo, está em andamento na área localizada em frente ao campo do Grêmio Esportivo Índio. No local, serão construídas 56 unidades habitacionais. Durante reunião no dia 15 de abril, no Centro de Eventos, que contou com a presença da diretoria composta pelo presidente Silvio Barboza, vice-presidente Flavio Almeida, demais diretores, coordenadores dos quatro grupos do projeto de habitação e beneficiários, foi discutido o pagamento dos serventes.


Conforme Barboza, os beneficiários têm até o dia 30 de abril para pagarem a primeira parcela dos serventes, correspondente a R$ 500, e a segunda e última parcela até o dia 31 de maio, também de R$ 500. Os que não efetuarem o pagamento no prazo terão a obra de sua casa paralisada. Outro ponto discutido foi sobre o pagamento da luz na obra. O presidente afirmou que todos os beneficiários deverão colaborar para o pagamento que será dividido mensalmente em valores iguais para todos.



Já o vice-presidente, Flávio Almeida, comentou sobre duas reuniões que participou recentemente, uma delas em Canguçu, sobre a compra de produtos da agricultura dos quilombolas para o Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre, composto de quatro hospitais. Ele citou que, para este ano, conforme tratado em Porto Alegre, já se conseguiu contratar, na região, até o presente momento, em torno de R$ 20 mil comprados direto dos quilombolas e produtores de Canguçu e Pelotas. Por enquanto, Morro Redondo ainda não faz parte, mas assim que houver as casas prontas, se poderá construir estufas e plantar para depois vender para esse hospital. Para o futuro, a Federação Estadual dos Quilombolas já esta discutindo para, na região, ter a criação de uma cooperativa voltada para os quilombolas. Essa Cooperativa da Zona Sul seria para casos como o do hospital, que necessita de uma grande quantidade de alimentos. “Por isso, poucos produtores não conseguem, sozinhos, abastecer e, tendo mais gente, fica mais viável para nós produzirmos o que será necessário, beneficiando inúmeras famílias com mais uma fonte de renda”, disse. 


Almeida falou na ocasião que, no final deste mês, em Canguçu, terá uma reunião para discutir sobre a mudança de universidade que destinaria vagas para quilombos da região. “No ano passado, alunos nossos podiam frequentar a faculdade através da Furg, em Rio Grande ou São Lourenço do Sul, e agora poderemos mudar para UFPel. Ficaria mais próximo devido ao deslocamento. O número de vagas para este ano será informado somente após esta reunião.”


O presidente, Silvio Barboza, informou que está em busca de documentos que possam viabilizar a liberação de recurso do governo do Estado junto ao Badesul no valor de R$ 85 mil, que serão destinados para a construção de uma estação de tratamento para a comunidade Vó Ernestina, ao lado da sede, em frente ao campo do Índio. Ele citou que, sendo liberada a verba, uma empresa da grande Porto Alegre virá ao município realizar a obra. A forma de captação será da agua da chuva, através dos telhados das casas, na forma de cisternas que serão direcionadas para um reservatório.


 


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