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08-05-2015

São Lourenço do Sul: Uma parreira, duas safras de uva por ano


Foto: Cristian Iepsen Cachos carregados é algo incomum nesta época do ano

Pequena produção caseira surpreende pela produtividade com duas safras a cada ano


A produção é caseira, no quintal de casa e apenas para o consumo da família e de amigos. Mas a parreira de uva rosa do professor aposentado, Agenor de Mello Coelho, chama a atenção por um diferencial: são duas safras por ano de frutas muito doces, o que é raro, já que o comum é a safra única de uvas.



A curiosidade teve início há cerca de seis anos quando, por conta de frutas ruins durante a safra normal de janeiro e fevereiro, o professor fez a poda da parreira. Para a surpresa, ela voltou a produzir carregando novamente de cachos, em junho. “O padre Elpídio estava de aniversário e o convidei para fazermos a comemoração aqui em casa. Brinquei que a sobremesa seria uva e claro que ele não acreditou. Ninguém conhece uma parreira com uvas no inverno”, diverte-se Agenor. Ele pesquisou, conversou com muitas pessoas, mas ainda assim desconhece uma parreira com duas safras por ano. “Falei disso até para um produtor de vinho que ficou surpreso, já ele também nunca ouviu falar de suas safras por ano”, conta.


Graduado em biologia, com pós-graduação em produção vegetal, o professor diz que, desde então, a parreira sempre produziu duas safras, a comum do início do ano e a segunda normalmente em junho. “Este ano, talvez pela estiagem, a primeira safra foi um pouco adiantada, assim como esta segunda, já em abril e maio”, revela ele que calcula atuais 150 cachos carregados no quintal de casa. A parreira é um passatempo para o professor aposentado, assim como uma horta com muitos vegetais, legumes e hortaliças, além de 50 tipos diferentes de árvores frutíferas, e tudo isso no quintal da casa, na praia de São Lourenço do Sul. A produção caseira é também garantia de uma alimentação saudável. “Não uso nada de defensivos, nem na parreira, nem na horta. Me nego a usá-los”, garante Agenor, divertindo-se novamente ao falar da curiosa parreira. “Meus netos vêm neste fim de semana, então vai acabar tudo”, brinca.


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