Segunda, 29 de junho de 2026, 12:25h
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Na semana passada, a empresa Matricial Engenharia e Consultoria apresentou para a administração municipal um relatório de propostas para o Plano de Mobilidade Urbana, que pretende qualificar o trânsito e a mobilidade de forma geral na zona urbana do município. Especializada na área, a empresa foi contratada pela Prefeitura para fazer o estudo através de licitação.
Os engenheiros André Bresolin Pinto e Raquel Wielewicki apresentaram ao prefeito Daniel Raupp as etapas de trabalho desenvolvidas até o momento. A reunião também contou com a presença do secretário especial de gabinete, Amilton Neutzling, a secretária municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Andréa Citrini, o secretário adjunto de Obras e Urbanismo, Brunaldo Tessmann, e o diretor da Divisão de Trânsito, João Kath.
O projeto prevê várias alterações na mobilidade urbana, especialmente na área central da cidade. Kath diz que várias ruas deverão ficar de mão única. “O projeto todo é bastante complexo, mas o que queremos, principalmente com a mão única, é aumentar as vagas de estacionamento, que passarão a ser oblíquas”, justifica Kath, revendo que praticamente todo o bairro Centro terá mão única, inclusive as ruas que já têm este sistema serão ampliadas em mais quadras, como a rua Barroso e a Maris e Barros.
O diretor de Trânsito revela ainda que deverão ocorrer mudanças em retornos e que serão privilegiados principalmente os pedestres e ciclistas. Faixas de segurança, ciclovias e acessibilidade para deficientes físicos também estão inclusos no projeto que prevê alterações em frente a escolas, com construção de passarelas elevadas. “Isso fará com que os motoristas realmente reduzam a velocidade”, argumenta Kath. Porém, a mudança que deverá causar maior polêmica é na principal rua de comércio, a Alfredo Born, onde está o calçadão: rua de mão única, a ideia é mudar seu sentido de trânsito. “Os motoristas não mais entrariam pela cidade pela rua Alfredo Born, mas saíram por ela. A entrada ficaria pelas outras ruas, como a Pio Ferreira. Esta é a única forma de eliminar a rótula da Afubra que dá tanta dor de cabeça”, justifica.
A comunidade poderá participar do processo de construção e decisão sobre o projeto de lei. Uma audiência pública ocorrerá no dia 28 de maio, na Escola Marina Vargas, às 19h, quando a população poderá conhecer o projeto. “Estão previstas duas audiências públicas para apresentação e adequações, e uma terceira para apresentar o projeto de lei final. Após isso, será enviado para a Câmara de Vereadores. Queremos muito que a comunidade participe para discutirmos juntos. Não vamos impor mudança nenhuma”, pondera Kath.
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