Segunda, 29 de junho de 2026, 11:17h
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Acúmulo de entulho em frente a terrenos baldios é o problema mais comum nas ruas da cidade
A fiscal de obras da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, Vanessa Schein Bork, revela que uma pesquisa realizada no ano passado elegeu São Lourenço do Sul como a segunda cidade mais suja do Rio Grande do Sul. “As pessoas tem que ajudar a cuidar. Isso tem que partir de cada um, senão nosso trabalho nunca vai dar resultados”, diz a fiscal. Vanessa afirma que há muitas reclamações de que o caminhão passa em determinado local, faz o recolhimento e, logo em seguida, alguém coloca mais entulho na rua. O resultado são restos de limpeza de pátios, restos de obras e até móveis acumulados em grandes montes por um mês, já que o calendário prevê o recolhimento mensal em cada bairro.
“Acontece bastante o descarta no dia errado, mas é mais incomum, o que mais acontece é a colocação em terrenos baldios. As pessoas muitas vezes ouvem o barulho das máquinas e lembram que tem algo para descartar, ai colocam em algum terreno depois da passagem da equipe”, explica Vanessa. Um dos motivos para o descarte em terrenos é a multa dada a quem descarta o entulho em dias incorretos. Colocando no terreno, é mais difícil identificar quem fez este descarte.
Mesmo assim, Vanessa diz que é muito grande a quantidade de notificações e de multas. “Primeiro nós notificamos a pessoa e damos 24 horas para que retire o entulho da frente de casa. Alguns tiram, outros preferem pagar pela hora/máquina para a retirada”, revela a fiscal. Atualmente, a multa para quem faz o descarte incorreto é de R$ 112, acrescido da hora/máquina de R$ 68. O calendário é montado anualmente e o material informativo é distribuído em todas as casas, além de estar disponível em diversos locais da cidade, como o comércio.
Vanessa explica que, além do recolhimento no dia determinado, algumas vezes as equipes adiantam o serviço em determinados locais, retornando no dia definido para garantir que tudo será recolhido. O calendário pode ser também conferido no site da Prefeitura. Problema é também prejudicial ao turismo
A fiscal Vanessa Bork diz que os bairros onde há mais registros de acúmulo de entulho são justamente a Barrinha e o Navegantes, duas áreas de praias, portanto, de grande circulação de turistas. Já o acúmulo irregular de lixo doméstico ocorre com mais frequência no Arthur Kraft e na Camponesa, onde moradores elegem locais para o acúmulo dos materiais.
O problema foi debatido durante uma reunião do Conselho Municipal de Turismo na semana passada, quando ocorreu uma avaliação da temporada de veraneio 2015. Entre as pautas discutidas, foi destaque o depósito indevido do lixo comercial nas principais ruas da cidade. Para solucionar este problema, a Prefeitura, através da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio, juntamente com a Associação Comercial e Industrial (ACI/CDL), tomará as medidas necessárias.
O secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Gilmar Pinheiro, destaca a importância do município em se consolidar como destino turístico. “Não se pode tolerar que o comércio local deposite seu lixo na principal via de acesso a cidade, é preciso conservar as nossas belezas” afirma o secretário.
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