Segunda, 29 de junho de 2026, 06:19h
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A qualidade dos produtos e a melhoria dos processos têm sido bastante citadas quando se trata da satisfação do produtor e do consumidor. Esse termo, qualidade, deve ser iniciado no fornecedor das matérias-primas.
É cada vez mais visível que o relacionamento empresa/fornecedor deverá ser mais estável, pois para uma empresa desenvolver, produzir e comercializar com um elevado nível de qualidade, é fundamental a criação de uma parceria sólida e mutuamente benéfica com os seus fornecedores.
Isto é o que foi observado através de uma visita do JTR a empresa de produtos naturais para doceiras Doce Grão, localizada na rua General Osório, 1.021, em Pelotas, que é dirigida por uma família onde todos, desde o neto até a filha, trabalham unidos em prol do mesmo objetivo: manter a qualidade da matéria-prima que é fornecida para o mercado consumidor, com destaque para as fábricas e confeitarias de doces de Pelotas.
Para a proprietária, Gladis Terezinha do Amaral Moraes, a qualidade, aliada ao preço, é um elemento indispensável para uma ótima comercialização. Ela não abre mão da veracidade da matéria- prima, faz questão de analisar detalhadamente cada mercadoria que recebe e, quando esta não se apresenta nos padrões exigidos, realiza a devolução, pois quer repassar as doceiras qualidade para garantir o sucesso dos doces.
O número um em vendas é o coco, que foi a primeira matéria-prima trabalhada praticamente de forma manual, ou seja, ao se aventurarem neste ramo, ela e seu marido, Nei Augusto Fonseca Moraes, apostaram nessa fruta, a qual retribuiu todo o êxito e a solidificação do estabelecimento comercial.
"É pensado em tudo e em todos, pois temos matéria-prima sem glúten e sem lactose para podermos, assim, atender as fábricas que produzem estes doces diferenciados e para as pessoas que possuem intolerância a esses ingredientes”, relata.
Nas prateleiras, uma grande variedade de especiarias, que vão desde amêndoas até cereais e grãos próprios para os doces, que tem reposição diária, pois a procura é intensa, principalmente na época da Fenadoce.
Entre um abastecimento e outro, seu Nei relembra algumas recordações do começo da empresa, onde ele e sua esposa viravam a noite ralando coco e mantendo-o bem acondicionado, para que conservasse o frescor da fruta e, dessa forma, pudesse satisfazer os seus clientes.
Trabalhando com os pais, está a filha Fabiana Moraes Berneira, o neto Lucas Moraes Berneira e, na assessoria, no suporte do comércio, também o filho, Éverson do Amaral Berneira, deixando claro que todos apresentam um grau de comprometimento em todas as etapas da empresa, o que passa ao consumidor em potencial a seriedade e responsabilidade que todos tem com a mercadoria. Este fato é comprovado pelo próprio empresário da confeitaria Berola, Aldo Caruccio, que destacou a casa comercial.
No entanto, seu Nei faz questão de dizer que foi sua esposa que tomou a frente dos negócios, pois ela se identifica tanto com este ofício que nem sente o dia passar. “Ela é uma guerreira”, diz.
Gladis enfrentou muitas dificuldades para chegar onde está, mas nunca desistiu, pelo contrário, é com muito orgulho que discorre sobre seu trabalho, enfatizando que busca se manter atualizada, realizando pesquisas na internet para alavancar seus negócios com muita propriedade. “Se pudesse, colocaria minha cama aqui no estabelecimento, pois adoro o que faço e espero ainda crescer muito”.
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