Segunda, 29 de junho de 2026, 06:19h
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Museu do Videogame na 23ª Fenadoce possibilita o encontro de gerações
A 23ª Feira Nacional do Doce apresenta uma novidade: o mundo digital ao alcance de todos. É o Projeto Digital que vai trazer um aplicativo para o celular com o objetivo de auxiliar os visitantes com informações sobre a feira e, para completar essa integração, o evento vai receber o Museu do Videogame Itinerante, exclusivo no Brasil, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
O Museu de Videogame está tendo muita receptividade pelos visitantes, independente da idade, todos nesse espaço têm algo para relembrar e, dessa forma, reviver através dos jogos e episódios que marcaram cada geração.
É a primeira vez que o Museu vem ao Rio Grande do Sul e, além de ser itinerante, também é interativo e quem visita o espaço pode aproveitar para jogar desde os consoles clássicos até os contemporâneos. É um espaço de troca e muito procurado, pois os fãs dos brinquedos fazem filas para ter a oportunidade de curtir o game do momento ou ainda relembrar aqueles que fizeram parte de sua infância.
Criado há cinco anos pelo jornalista e curador, Cleidson Lima, natural de Campo Grande/Mato Grosso do Sul, este Museu não tem sede fixa e o mesmo já alcançou 1 milhão e 200 mil visitantes e, aqui em Pelotas, espera-se superar a marca de 300 mil visitantes, algo que os deixa muito entusiasmados em perceber na região o grande interesse pela tecnologia.
Com alegria e ar de satisfação, Lima contou como iniciou a ideia de fazer a exposição dos games. “Foi a partir de um ultimato de minha esposa. Eu adoro videogames e coleciono há de dez anos e, logicamente, a coleção cresceu muito. Então, ela falou que eu deveria fazer algo, caso contrário os videogames seriam dispensados. Foi aí que resolvi fazer o Museu de Videogame, graças à minha senhora”, esclareceu.
Lima falou que Pelotas está dando um presente a ele e a toda equipe do Museu, pois estão tendo o privilégio de participar de uma festa tradicional, de grande potencialidade, onde é possível unir a tradição e a modernidade, "é exatamente essa a essência do Museu do Videogame".
E como o Museu traz 43 anos de história, desde o primeiro videogame do mundo até os atuais, esta é uma grande oportunidade para unir as famílias, pois não é um espaço só de crianças, mas sim de adultos que também tem o seu lado criança - as crianças de 50 anos -, onde se deparam com os consoles que fizeram história nas décadas de 70, 80 e 90, e o público infantil se depara com os lançamentos que estão presentes em grandes eventos.
Para finalizar, Lima faz questão de dizer que o videogame é um encontro de gerações, que une as famílias. É uma exposição onde o pai consegue entender o mundo do filho e o filho consegue entender o que o pai jogou na sua infância e adolescência. Ele completou dizendo: "este evento é a oportunidade de mostrar que essa indústria do videogame, além de ser bilionária, foi feita para unir, para fazer com que a família tenha o entretenimento em conjunto e jamais isolado, que o videogame não é o vilão que dizem, na verdade, ele chegou para ser um agregador, e o Museu do Videogame chega exatamente para isso".
Como mensagem para o povo gaúcho, Lima diz: “você pode se divertir de todas as formas, praticando esportes, jogando videogame, o qual não nasceu para desunir, mas sim para unir as pessoas e o Museu tem esse propósito, de resgatar no adulto aquela lembrança que ele tinha na época em que jogava videogame, e fazer com que os menores enxerguem seus pais também como crianças, pois este entretenimento melhora suas habilidades, seu raciocínio e possibilita um divertimento sadio”.
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