Segunda, 29 de junho de 2026, 06:19h
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Com o projeto de Identificação de Procedência os doces de Pelotas passam a portar um Selo de Autenticidade, diferenciando-se ainda mais no mercado
A Feira Nacional do Doce, que é realizada desde 1986, busca cada vez mais trabalhar no resgate da autenticidade das iguarias da terra, saboreadas na época dos saraus, dos teatros, em que o sal abria espaço para o açúcar também se assentar em solo gaúcho, dividindo com este o desenrolar de uma história que, a cada edição deste evento, ganha uma dimensão maior.
E através de um grupo de empresários que apostaram nessa ideia e se uniram, em abril de 2008, com apoio do Projeto Polo de Doces de Pelotas, conduzido pelo Sebrae/RS desde 2006, foi fundada a Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, que prima por refazer as receitas na conquista de obter o doce tradicional conforme a sua historicidade.
Em conversa com a presidente da Associação, Maria Helena Lubke Jeske, ela falou com muita satisfação deste ideal que encampou, pois acredita que essa ação faz toda a diferença, onde proteger a tradição dos doces de Pelotas, garantindo produtos de qualidade, fortalece e promove o setor doceiro.
Segundo Maria Helena, para se chegar à certificação foi preciso muito estudo, muita pesquisa e, para essa parte do trabalho, contaram com o grande apoio do saudoso historiador Mário Osório Magalhães, que fez uma releitura daquela época em que os doces eram confeccionados com matéria-prima de qualidade, sem o uso de corantes.
A presidente destacou que, com o selo de autenticidade concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), os doces de Pelotas têm de ser fabricados artesanalmente, na cidade e seus arredores, com o rigor e o encanto das receitas transmitidas de geração em geração, “pois o selo acaba expondo o código genético de nossas guloseimas”, diz.
É importante saber que os doces, com indicação de procedência, são acomodados em forminha de papel e um plástico chamado renda, onde dois adesivos são colados: um identificando o produtor e o outro informando um código que remete ao site docesdepelotas.org.br. Maria Helena explica que ao digitar o código, a página fornece a data de produção, a validade do doce, bem como rastreia todos os ingredientes, desde a origem, podendo então saber quem foi o fornecedor de ovos ou mesmo saber até quando pode ser consumida a farinha de trigo.
Por trás de todo esse critério, está o conselho regulador da Associação dos Produtores que regula, fiscaliza o selo e, ao mesmo tempo, a empresa que possui este selo.
Por fim, a empresária disse que aposta nesse trabalho e que, apesar de ser em “passo de formiguinha”, a ideia já foi plantada, o projeto está em movimento e veio para ficar, pois dessa forma a Fenadoce contará com a autenticidade de sua história a partir de cada guloseima certificada.
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