Segunda, 29 de junho de 2026, 00:55h
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Tradicional concurso promovido pela Cooperativa dos Estudantes de Canguçu também elegeu Alice Prestes como Princesa dos Tapes e Larissa Hellwig como Senhorita Simpatia
Sete candidatas disputaram o concurso Senhorita Município este ano. O evento anual, realizado no mês de aniversário da cidade, teve como vencedora desta edição a jovem Estefania Hellwig, que passará a representar Canguçu ao lado das demais tituladas nos principais eventos oficiais.
O concurso foi dividido em duas etapas: teste cultural e desfile. Na primeira parte, responsável por 60% da nota, as jovens apresentaram à comissão julgadora conhecimentos relacionados à formação étnica do município, bases da economia, patrimônio histórico e imaterial, pontos turísticos e aspectos folclóricos ligados à diversidade dos povos que habitam o município. Considerado um marco da miscigenação de etnias, a história de Canguçu se mostrou um terreno fértil para a pesquisa das estudantes, já que o município possui descendentes de espanhóis e portugueses, imigrantes alemães, pomeranos e italianos. Mescla-se a estes grupos a influência turca, árabe e sírio-libanesa; os indígenas, habitantes originais do território e os negros, trazidos ao país durante o nefasto período da escravidão. O teste cultural foi realizado no Salão Nobre da Casa de Cultura, onde os jurados tiveram a oportunidade de questionar as candidatas sobre estas características.
Para o público em geral, a oportunidade de conhecer de perto as concorrentes ocorreu na sexta-feira (19), quando foi realizada, no Clube Harmonia, a festa de escolha das soberanas. O desfile completou os outros 40% da nota final, definindo Estefania Hellvig como Senhorita Município, Alice Prestes como Princesa dos Tapes e Larissa Hellwig como Senhorita Simpatia.
Já na segunda-feira (22), a corte cumpriu a primeira agenda oficial durante a abertura das comemorações do aniversário de Canguçu. Após a solenidade, a vencedora do concurso concedeu entrevista ao JTR. Estudante do curso Técnico em Agricultura, na Escola Técnica Estadual Canguçu, a jovem sonha em ser médica veterinária e encontrar no cotidiano de trabalho uma ligação com o passado rural de seus avós. Estefania participou pela primeira vez do concurso, motivada por duas amigas que já haviam concorrido em edições anteriores. Antes disso, a experiência nesse tipo de atividade vinha apenas de disputas organizadas por Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). “Nos demais concursos que participei os questionamentos eram ligados à história do Rio Grande do Sul. Desta vez os assuntos estavam mais voltados à atualidade”, explica.
A preparação para o teste cultural, segundo ela, foi a partir de leituras de livros sobre a história local e pesquisas de campo. “Entrei em contato com comunidades pomeranas e quilombolas para entender melhor os aspectos históricos e culturais desses grupos”, conta. A estudante revela que muitos amigos ficaram surpresos com a conquista. “Como tenho um perfil mais informal, a maioria das pessoas próximas não me imaginavam compondo a corte oficial do município”, relata Estefania, salientando que se sente privilegiada por esta condição.
Minissenhorita
Outra atividade que movimentou a programação de 158 anos de Canguçu foi o concurso Minissenhorita, organizado pelo Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida e com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. A escolha ocorreu no dia 18 de junho, no Clube Harmonia, onde 34 meninas participaram do desfile. A vencedora foi a aluna da Escola Irmã Maria Firmina Simon, Nykely Borges Renk. Também foram tituladas Marina Barbosa da Fonseca, do Colégio Aparecida (Minissenhorita Simpatia); Fabiane Borges de Souza, da Escola Bruno Blaas (Bonequinha Simpatia) e Valentina Stoffels, do Colégio Aparecida (Bonequinha).
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