Domingo, 28 de junho de 2026, 22:35h
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As propriedades onde a ovinocultura é praticada e que estão localizadas acima do balneário Carlos Carvalho, no início de uma das localidades rurais do município, vêm sofrendo com o ataque de cães que vivem em busca de alimentos no aterro sanitário.
Segundo Luísa Cardoso de Ávila, de 17 anos, esposa do criador Tainã de Matos, somente no dia 24 de junho foram seis animais abatidos pelos cachorros nos campos da família, além de outro que ficou seriamente ferido.
Conforme a jovem, os constantes prejuízos ocorrem há anos, o que já levou seu marido, assim como outros dois criadores vizinhos, a reduzir o rebanho. “No meu tio, Euclides Matos, foram oito ovelhas desta vez e na propriedade de Dedé Chebetes, também ali nos arredores, houve ataque. Uma grande parte das ovelhas já foi vendida e há um pensamento em vender o resto porque a medicação e a pastagem são caras e, com os cachorros matando, se torna impossível custear”, explica Luísa.
Ela conta que eles só tiveram contato visual com dois cães vagando pelo campo, mesmo número encontrado na segunda-feira (29) com o pelo e focinho com marcas de sangue. No entanto, ela acredita em um número maior devido a grande quantidade que vive no lixão. “Eles matam por matar, pois nem mesmo a carne comem. Calculamos que somente com o último ataque nos causaram um prejuízo de R$ 1,5 mil –
A impotência diante da situação incomoda a criadora, já que não sabe a quem recorrer para cessar a mortalidade dos ovinos. “Matar os cães você não pode. Já teve vizinho que tentou e acabou levando uma multa e, certa vez, quando vimos, a Polícia chegou devido a ter recebido uma denúncia de que ali cachorros estavam sendo mortos pelos proprietários”, conclui.
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