S�bado, 11 de julho de 2026, 17:26h
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que democratas e republicanos chegaram a um acordo para impedir o calote da dívida do país, calculada em US$ 14,3 trilhões. O acordo prevê a elevação do teto da dívida em US$ 900 bilhões, além de um corte de gastos de pelo menos US$ 1 trilhão nos próximos dez anos. A avaliação era praticamente unânime. Não elevar o teto da dívida americana teria efeitos imprevisíveis sobre a economia do mundo inteiro, mas, segundo analistas, o acordo fechado entre democratas e republicanos também está longe de ser uma solução definitiva. O economista da Tendências, Silvio Campos Neto, lembra que o aumento do limite da dívida resolve apenas a situação de curto prazo, mas a economia dos Estados Unidos ainda requer bastante atenção. �?? Há a necessidade de um ajuste forte nas contas públicas, mas a solução definitiva dessa questão vai se dar apenas quando a economia recuperar o fôlego. Isso faz com que a receita tributária aumente e incentive o governo gerenciar melhor seu lado fiscal �?? explica. Enquanto isso não se resolve, Sílvio acredita que as commodities devem se manter em alta, pelo menos nos próximos meses. Já o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, projeta estabilidade ou até queda nas cotações. Ele afirma ainda que o dólar deve perder ainda mais valor. A notícia não é muito boa para o governo brasileiro, que tenta conter a valorização do real em relação à moeda americana. �?? �? interessante para os Estados Unidos desvalorizar o dólar. Pode exportar mais e dar um dinamismo para a economia. Vai ter bastante volatilidade no curto prazo, mas a tendência é o dólar continuar se enfraquecendo e não há nada que o Ministério da Fazenda possa fazer quanto a isso �?? acredita. Mesmo com o cenário desfavorável da economia norte-americana, o diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, prevê que o agronegócio brasileiro deve ter resultados positivos. Segundo ele, o custo de produção maior e a forte demanda no Brasil e no Exterior devem sustentar o mercado, podendo até compensar a baixa do câmbio. �?? Claro que nenhum exportador gosta de ver a exportação com o dólar custando R$ 1,50, mas, como os preços internacionais estão bem e o agricultor brasileiro é muito competente para produzir, as margens nos últimos anos têm sido bem razoáveis no conjunto do agronegócio �?? aponta.
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