Domingo, 28 de junho de 2026, 20:08h
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Na quarta-feira (1º), foi realizado o 21º Grito da Terra Brasil Estadual em Porto Alegre. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), organizadora da manifestação, aproximadamente 3 mil agricultores participaram.
Pinheiro Machado foi representado por uma comitiva formada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Mateus Garcia, pelo secretário do STR, Romildo Teixeira, e pelos associados Lucas Duarte e Vera Bandeira.
Com o objetivo de dar visibilidade à agricultura familiar, a Fetag, em conjunto com as 23 regionais sindicais, realizou vários atos ao longo do dia. As atividades culminaram, por volta das 15h, com a entrega das respostas da pauta do Grito da Terra pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, às lideranças do movimento sindical no Palácio Piratini.
A programação iniciou às 7h com a chegada dos agricultores na sede da Fetag. Às 7h30, os agricultores iniciaram o deslocamento em direção ao Centro da cidade, no Largo Glênio Peres e Mercado Público. No local, permaneceram até às 12h e, ao longo deste período, várias atividades aconteceram, inclusive a distribuição de 5 mil panfletos que mostram à população urbana quem são os trabalhadores rurais que deixaram as propriedades para expor o descontentamento com o descaso dos governos para com a atividade rural.
O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, conta que a principal reivindicação é que os recursos do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) não sejam colocados no caixa único do Estado, mas destinados a outros setores. O Feaper é o responsável pelos programas da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), entre eles o Forrageiras e o Troca-Troca de Sementes de Milho, este último ameaçado de extinção. A saúde e a inspeção sanitária, entre outros assuntos, também figuraram na pauta.
Ainda segundo Silva, a intenção também é sensibilizar governo e sociedade para as dificuldades que o meio rural enfrenta. Neste sentido, foi feito um comparativo, utilizando pizzas gigantes, pirulitos e maquetes, mostrando o que recebe o produtor e o valor que paga o consumidor no caso do leite, arroz e trigo, os mais afetados.
Promovido todos os anos pela Fetag, o Grito da Terra Estadual reforça a cobrança das pautas do Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste e do Grito da Terra Brasil, realizados em maio. Muitas reinvindicações propostas nos movimentos anteriores não avançaram e a Federação foi às ruas protestar contra a morosidade do governo em atender os pleitos dos agricultores.
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